POLÍCIA
Justiça mantém prisão de 2; dono de desmanche movimenta R$ 11 milhões em MT
O juiz da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Jean Garcia Bezerra, manteve as prisões de Webster Venâncio Campos e Lucas Gomes da Silva, alvos da operação “Tarântula”, suspeitos de vender veículos (principalmente caminhonetes) na fronteira de Mato Grosso com a Bolívia. Em decisão publicada nesta terça-feira (25), o juiz entendeu que permanecem os motivos das prisões dos suspeitos, realizadas no ano de 2022, quando foi deflagrada a operação “Tarântula”.
Conforme a denúncia, Webster participava do núcleo da organização criminosa responsável pela venda, na Bolívia, dos veículos roubados em Mato Grosso. Lucas Gomes da Silva, por sua vez, seria uma das lideranças do bando, dando ordens aos demais suspeitos para as práticas criminosas. “Este fornecia auxílio material aos executores das subtrações, cabendo a ele a função de dar-lhes o apoio logístico, inclusive, fornecendo os veículos de apoio. Ademais, consta que Lucas detinha o poder de comando das ações, recrutando e supervisionando a ação dos ladrões”, diz trecho da decisão.
Segundo as investigações, Gustavo de Andrade Borges, um dos alvos da operação, teria movimentado R$ 11 milhões entre os anos de 2017 e 2022, de acordo com dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Ele seria o dono de um desmanche em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá.
As investigações foram deflagradas pela Polícia Civil no dia 1º de setembro de 2022, que cumpriu mandados contra o furto de carros em condomínios de luxo. A lista, que tem 23 alvos, contém nomes de pessoas físicas e de empresas, entre elas, lojas de peças automotivas e de revenda de usados.
As ordens judiciais foram cumpridas em Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres, Lucas do Rio Verde, Vila Bela da Santíssima Trindade e Pontes e Lacerda. As investigações identificaram a existência de cinco células distintas com atuações bem definidas dentro da organização criminosa. A primeira célula ficava responsável pelos diversos furtos qualificados no período noturno em condomínio em Cuiabá e Várzea Grande.
A segunda célula era voltada aos desmanches ilegais, sendo constatado que o grupo realizou diversas ações criminosas envolvendo veículos de luxo e caminhões. O objetivo seria abastecer o mercado ilegal de venda de peças usadas na região metropolitana e no interior do Estado.
Conforme a PJC, as outras células atuavam na adulteração de placas de veículos, vendas on-line e na divisa entre Brasil e Bolívia, bem como lavagem de dinheiro.
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