POLÍCIA

Ladrão de banco pega 54 anos em MT; 18 comparsas mortos

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O juiz João Filho de Almeida Portela, da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, condenou Isaias Pereira da Silva a 54 anos de prisão, por ter participado da tentativa de assalto a unidade da Brinks em Confresa, em abril de 2023. Na ocasião, cinco pessoas foram presas e outras 18 morreram em confrontos com forças de segurança de Mato Grosso, Tocantins, Pará, Goiás e Minas Gerais.

Um grupo de 23 criminosos tentou um mega assalto à transportadora de valores Brinks, em Confresa, no dia 9 de abril de 2023. Na ocasião, os bandidos que estavam fortemente armados, atacaram a sede da empresa e até mesmo explodido um muro do local, tendo também atirado contra o quartel da Polícia Militar na cidade e incendiado veículos.

Após a tentativa de assalto, o grupo criminoso fugiu para uma região de mata do Estado de Tocantins. A caçada pelos integrantes foi iniciada logo em seguida por meio da operação Cangaço, que durou 39 dias e mobilizou tropas policiais de cinco estados.

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A ação contou com a participação de 300 agentes de Mato Grosso, Tocantins, Pará, Goiás e Minas Gerais. A fase operacional da força-tarefa terminou em 17 de maio de 2023, com 18 criminosos mortos em confrontos, além de outros cinco presos.

Isaias Pereira da Silva foi preso pelo Batalhão de Polícia Militar Rodoviário e Divisas (BPMRED) em um ônibus na rodovia TO-080, no estado do Tocantins. O criminoso estava em ônibus da empresa Xavante, que deixava a cidade de Caseara (TO) com destino a Santana do Araguaia (PA).

Com diversos ferimentos e picadas de mosquito pelo corpo, ele chamou a atenção dos policiais, pois as marcas poderiam ser resultado da fuga pela mata. Também foram constatados indícios de envolvimento dele no episódio de cárcere privado e sequestro realizado em uma fazenda, no início da fuga dos criminosos em já em território tocantinense.

Após a abordagem ele foi levado à Central de Flagrantes de Paraíso do Tocantins e negou participação na tentativa de assalto a transportadora de valores em Confresa. O suspeito foi condenado por causar incêndio, expondo a perigo a vida, a integridade física ou o patrimônio de outrem, destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia, organização criminosa, além de roubo com três agravantes: emprego de arma de fogo, participação de duas ou mais pessoas e vítima em serviço de transporte de valores.

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“As penas unificadas totalizaram 54 anos e 8 meses de pena privativa de liberdade, a serem cumpridos em regime inicial fechado. Intime-se a defesa do acusado para que, no prazo de 8 dias, apresente as razões recursais”, diz a decisão.

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