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“Lista de estupráveis” em redes gera pânico em alunas na UFMT

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O Centro Acadêmico de Direito VIII de Abril (CADI) e o Diretório Central dos Estudantes (DCE) emitiram uma nota conjunta de repúdio contra a participação de alunos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) no compartilhamento de uma lista que classificava estudantes ingressantes como “estupráveis”.

 

A divulgação do comunicado ocorreu nesta terça-feira, após a repercussão de mensagens flagradas em aplicativos que continham intenções explícitas de molestar alunas e planejar a elaboração do referido ranking.

 

Diante da gravidade, foi convocada uma Assembleia Geral Extraordinária para discutir a misoginia no curso de Direito, reforçando que tais atos não podem ser banalizados ou tratados como brincadeiras, pois ferem a dignidade humana e os direitos fundamentais defendidos pela instituição.
A nota também relembrou um episódio trágico de violência ocorrido na unidade no ano passado, envolvendo S.A.S, de 52 anos, que foi estuprada e morta dentro da instituição.

 

O Centro Acadêmico reiterou seu compromisso em acompanhar o caso junto às autoridades para garantir a segurança e a integridade do ambiente estudantil. Esse cenário evidencia a periculosidade de discursos impulsionados por movimentos como o “Red Pill” ou a “machosfera”, que, embora tenham surgido de uma metáfora do filme Matrix sobre encarar verdades desconfortáveis, foram distorcidos na internet para propagar o ódio e a violência contra a mulher entre o público jovem.
O impacto desses discursos tem gerado consequências legais severas tanto no Brasil quanto no exterior. Recentemente, em março de 2026, o influenciador norte-americano Branden Eric Peters, conhecido como “Clavicular”, foi preso na Flórida por crimes de agressão e incitação à violência contra uma mulher, resultando no encerramento de todas as suas redes sociais. No cenário nacional, o combate a esse tipo de conduta avançou com a aprovação da Lei 896/2023 pelo Senado, também em março de 2026, que torna a misoginia um crime inafiançável e busca alterar o Código Penal para punir rigorosamente grupos que promovem o ódio de gênero.

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