chegou a tirá-la da cidade

Mãe de menor assassinada por médico não aprovava namoro: “era muito possessivo”

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A família também não acredita na hipótese de tiro acidental, como alegou o suspeito, Bruno Felisberto

A dona de casa Luciana de Souza, mãe da adolescente Ketlhyn Vitória de Souza, de 15 anos, morta com um tiro na cabeça pelo médico Bruno Felisberto, afirmou que não aprovava o relacionamento do dois e chegou a tirar a menor da cidade.

 

“Eu não aprovava esse namoro e cheguei a tirar minha filha da cidade por causa disso”, afirmou Luciana em entrevista à Universa do portal UOL, publicada nesta sexta-feira (9).

 

Menos de uma semana após o crime, praticado no dia 3 de maio, em Guaranta do Norte (709 km de Cuiabá), a mãe da adolescente ainda está muito abalada.

 

Na entrevista, ela relatou que os dois começaram a se relacionar há cerca de cinco meses, quando Kethyn ainda tinha 14 anos. Contudo, a relação era conturbada desde o início e Luciana não aprovava o namoro.

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“Os dois brigavam muito. Isso todo mundo sabia, porque as brigas eram na frente das pessoas. Ele era muito ciumento com ela. Eu nunca aprovei esse relacionamento, nunca apoiei isso, mas ela nunca me escutou”, disse.

Além das brigas, o médico também apresentava um comportamento possessivo em relação à menor.

 

“Os dois começaram a namorar há cinco meses. Ele demonstrava ser um bom rapaz.

 

Somos de Cachoeira da Serra (PA) e todas as vezes que vim a Guarantã do Norte, encontrava a minha filha. Eles foram juntos ao meu encontro duas vezes, só que alertei a minha filha sobre esse namoro. Ele era muito possessivo com ela. Eu cheguei a tirar ela da cidade e levei comigo para o Pará, mas ela voltou pra cá”, relatou.

 

Depois de ser baleada, Ketlhyn chegou a ser socorrida pelo próprio médico, que a levou a um hospital do município. Ele estava em estado de surto, implorando para que a equipe médica salvasse “a menina dele”.

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Após 40 minutos de manobra de reanimação, a morte da adolescente foi declarada e Bruno fugiu. Ele se entregou às autoridades na segunda-feira (5), alegando que o tiro seria acidental.

 

Quando estava foragido, ele chegou a enviar um áudio para o irmão, onde dizia que Ketlhyn tinha tirado a própria vida, o que foi desmentido pelo laudo de necropsia.

 

Luciana, por sua vez, não acredita na hipótese de tiro acidental e clama por justiça.

 

“Ele atirou porque ele quis, ele confessou para o delegado. No começo ele veio com essa tese, logo quando foi no hospital, dizendo que tudo foi um acidente, que ela mesmo tinha disparado a arma na cabeça dela. Mas aí, por final, ele confessou que atirou na cabeça dela, atirou porque ele quis, não foi um acidente. Eu espero que a justiça seja feita”, finalizou.

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