POLÍCIA

Mecânico retém carros da prefeitura, denuncia calote milionário e acaba levado para delegacia em MT

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Empresário afirma que realizou os serviços, não recebeu pelos consertos e decidiu manter quatro veículos até que a dívida fosse quitada. Caso é investigado pela Polícia Civil.

Um mecânico está no centro de uma polêmica envolvendo a Prefeitura de Diamantino, em Mato Grosso, após reter quatro veículos oficiais alegando que o município não pagou pelos serviços realizados. O empresário chegou a ser conduzido à delegacia por suspeita de apropriação indébita, mas foi liberado após prestar esclarecimentos.

O caso veio à tona nesta sexta-feira (10), após ser exibido no programa Cadeia Neles, da TV Vila Real. A Polícia Militar recebeu uma denúncia informando que veículos pertencentes ao município estariam sendo mantidos de forma irregular e iniciou diligências para localizá-los.

O primeiro automóvel encontrado foi uma Chevrolet Spin, que estava na oficina do mecânico. Aos policiais, ele explicou que presta serviços para a Prefeitura de Diamantino e que os veículos haviam sido encaminhados ao estabelecimento para orçamento e manutenção.

Segundo o empresário, uma Chevrolet Spin e um Fiat Mobi tiveram os reparos autorizados, porém a administração municipal, comandada pelo prefeito Chico Mendes (União Brasil), não teria efetuado o pagamento. Diante da suposta dívida, ele afirmou que decidiu manter os veículos sob sua guarda até receber os valores.

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Ainda conforme o mecânico, a cobrança já foi levada à Justiça.

“Foram feitos os consertos, não pagaram nada. Desde o começo de 2024 para 2025 ficaram só enrolando. Entrei com advogado para buscar um acordo e uma confissão de dívida, mas isso nunca aconteceu”, declarou.

Durante as buscas, a Polícia Militar localizou um Fiat Mobi em uma residência no bairro Eldorado, uma van Mercedes-Benz em uma garagem e, posteriormente, outro Fiat Mobi na Avenida Alzira Santana.

O mecânico foi conduzido à delegacia para esclarecimentos por suspeita de apropriação indébita, mas acabou liberado. Ele também informou que alguns dos veículos estavam guardados em oficinas de colegas por falta de espaço em seu próprio estabelecimento.

O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil, que deverá apurar tanto a legalidade da retenção dos veículos quanto as alegações de falta de pagamento feitas pelo empresário.

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