POLÍCIA

Menina estuprada e morta pelo tio nunca sofreu maus-tratos por parte dos pais

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A morte de Maria Vitória Lopes dos Santos, 2 anos e 7 meses, chocou toda população de Mato Grosso. O delegado da Polícia Civil Maurício Maciel Pereira, afirmou que as investigações devem ser encerradas nos próximos dias. Além disso, ele explicou que a criança nunca sofreu maus-tratos por parte dos pais biológicos.

 

Maria Vitória Lopes dos Santos, de 2 anos, morreu no Pronto-Socorro de Várzea Grande após dar entrada na unidade com sinais de estupro e traumatismo craniano. Os acusados do crime são os pais adotivos, que também são tios dela, Aneuza Pinto Ponoceno e Francisco Lopes da Silva. Os dois estão presos.

 

Segundo o delegado, responsável pelas investigações, a criança foi “abandonada” pelos pais biológicos após eles se separarem.

 

“Os pais biológicos são pessoas da roça, eles se separaram daí a mulher foi embora da casa deixando as crianças (Maria Vitória e o irmão de 4 anos) com o pai. Como ele não teve condições de cuidar, ele deu as crianças para uma prima materna das crianças. Não teve nada relacionado à violência. Foi uma desestruturação familiar pela separação”, explicou.

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Devido a um desentendimento familiar, sobre quem deveria ficar com a criança, o Conselho Tutelar foi acionado e os irmãos foram entregues, cada um, para um dos tios maternos.

 

A menina estava com o casal há quase cinco meses. Durante esse período, ela foi torturada e estuprada frequentemente.

 

Durante o interrogatório de Aneuza, ela detalhou toda brutalidade à qual Maria Vitória foi submetida. Segundo ela, a criança era estuprada por Francisco duas vezes na semana, era obrigada a desfilar nua pela casa, privada de alimentação e ainda agredida com corda.

 

“Várias testemunhas já foram ouvidas e eu tenho um prazo para concluir esse inquérito. Uma força tarefa foi feita aqui na delegacia e o caso deve ser concluído nos próximos dias”, declarou.

 

No último sábado (06), a Justiça de Mato Grosso converteu a prisão em flagrante do casal em preventiva. Na audiência de custódia, a defesa de Aneuza chegou a alegar que a mulher também teria sido vítima de Francisco e tentou converter a prisão em medidas cautelares, mas foi negado pela juíza Glenda Moreira Borges.

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