JUSTIÇA

Ministério Público pede condenação de Renato Cariani por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro

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O Ministério Público de São Paulo (MPSP) pediu a condenação do influenciador fitness Renato Cariani pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. O processo está na fase de alegações finais, etapa que antecede a decisão da Justiça sobre o caso.

Com a apresentação das alegações finais pelo Ministério Público, a defesa dos réus deverá ser intimada para apresentar suas manifestações. Conforme as informações divulgadas, o prazo previsto para essa etapa é de 30 dias.

Em nota à CNN Brasil, a defesa de Cariani afirmou que recebeu o pedido de condenação sem surpresa e reiterou a confiança na absolvição do influenciador.

“Recebemos com naturalidade o pedido de condenação formulado pelo Ministério Público. Como parte acusadora, o órgão sustentou a tese que vinha defendendo desde o início da ação penal, e o pedido não representa nenhuma surpresa”, declarou a defesa.

Os advogados também afirmaram que pretendem contestar os argumentos apresentados pela acusação, utilizando as provas produzidas durante a instrução do processo.

“Confiamos que o Poder Judiciário fará, ao final, um julgamento justo, pautado pela análise isenta da prova. Temos convicção de que esse julgamento conduzirá à absolvição de Renato Cariani”, acrescentou a defesa.

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Relembre o caso

Renato Cariani responde a uma ação penal após a Justiça de São Paulo aceitar uma denúncia apresentada pelo Ministério Público Estadual. Além do influenciador, outras quatro pessoas são apontadas no processo, que envolve suspeitas de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.

A investigação teve origem na Operação Heinsberg, conduzida pela Polícia Federal, que apurou um suposto esquema de desvio de produtos químicos que poderiam ser utilizados no refino e na adulteração de drogas.

Segundo as investigações, o esquema teria funcionado entre 2014 e 2020 e envolveria a empresa Anidrol Produtos para Laboratórios, da qual Cariani e a empresária Roseli Dorth são sócios.

De acordo com a acusação, a empresa teria emitido notas fiscais fraudulentas para simular a venda de insumos químicos a empresas farmacêuticas. Entre as companhias citadas está a AstraZeneca, que, conforme as informações divulgadas sobre o caso, informou aos investigadores que não havia comprado os produtos mencionados.

A apuração também apontou a participação de pessoas que supostamente realizavam depósitos em dinheiro para fornecedores, fazendo com que as operações aparentassem estar relacionadas a funcionários de empresas farmacêuticas.

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Investigação aponta desvio de 12 toneladas de produtos químicos

Conforme os investigadores, foram identificadas cerca de 60 transações consideradas suspeitas, relacionadas ao suposto desvio de aproximadamente 12 toneladas de produtos químicos.

Entre as substâncias mencionadas na investigação estão fenacetina, acetona, éter etílico, ácido clorídrico, manitol e acetato de etila. Segundo a estimativa apresentada na apuração, a quantidade de insumos desviados poderia ser utilizada na produção de mais de 15 toneladas de cocaína e crack.

As suspeitas apontadas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público são objeto do processo judicial. O pedido de condenação apresentado pela acusação não representa uma decisão definitiva, e caberá ao Judiciário analisar as provas e os argumentos das partes antes de proferir a sentença.

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