MATO GROSSO

Monstruosidade: laudo revela que pai matou filha de 12 anos por asfixia após primeira noite na casa dele

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Homem alegou ter agredido a adolescente depois de encontrar supostas mensagens trocadas com um garoto, mas a mãe contesta a versão e afirma que a filha não tinha celular.

O laudo de necropsia revelou que a adolescente de 12 anos morta após passar a primeira noite na casa do pai foi vítima de asfixia mecânica. O crime aconteceu no dia 7 de junho, no bairro Serra Dourada, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá.

Além da asfixia, a menina apresentava várias lesões provocadas por agressões físicas. O pai, de 42 anos, foi indiciado pela Polícia Civil por feminicídio no contexto de violência doméstica e familiar.

O indiciamento ainda conta com as qualificadoras de emprego de asfixia e de a vítima ser menor de 14 anos.

Durante depoimento, o homem afirmou que teria encontrado mensagens trocadas entre a filha e um garoto e que isso teria motivado as agressões. A versão, porém, é contestada pela mãe da adolescente, que afirma que a filha não possuía celular e também não utilizava redes sociais.

Segundo a advogada da família, a mãe havia se separado do suspeito depois de sofrer episódios de violência doméstica. Apesar disso, a adolescente insistia em manter contato com o pai.

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Por esse motivo, a mãe permitia algumas visitas, mas não autorizava que a filha dormisse na residência dele. No dia do crime, no entanto, a menina passou a noite na casa do pai pela primeira vez.

Por volta das 18h, a mãe foi até o imóvel para buscar a filha. Após chamar várias vezes no portão, o homem apareceu e afirmou que a adolescente estaria brincando na casa de uma vizinha.

Desconfiada, a mulher decidiu entrar na residência. Em um dos quartos, encontrou a filha caída no chão, desacordada e com diversos ferimentos pelo corpo.

A menina foi levada para a Unidade de Pronto Atendimento do bairro Verdão, em Cuiabá, mas já chegou à unidade sem vida.

Com a conclusão do laudo pericial, a Polícia Civil avançou na investigação e responsabilizou formalmente o pai pela morte da própria filha.

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