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MT: Polícia descobre movimentações em conta de mulher morta em investigação sobre esquema de R$ 90 milhões

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Operação Legado apura suspeita de corrupção e desvio de dinheiro público em prefeitura; Justiça bloqueou R$ 15,8 milhões de investigados

A Polícia Civil identificou movimentações financeiras suspeitas realizadas por meio da conta bancária de uma mulher que já havia morrido durante a investigação de um suposto esquema de corrupção e desvio de dinheiro público na Prefeitura de Nossa Senhora do Livramento, em Mato Grosso.

O caso veio à tona nesta quinta-feira (15), durante a Operação Legado, que apura movimentações superiores a R$ 90 milhões nas contas dos investigados. O volume identificado pelos investigadores não significa, necessariamente, que todo esse valor tenha sido desviado dos cofres públicos.

A mulher era mãe do proprietário de um posto de combustíveis investigado e avó da dona de uma construtora que teria recebido transferências consideradas atípicas provenientes do estabelecimento. Os dois negócios mantinham contratos com a prefeitura durante a gestão municipal anterior.

Conta de mulher morta entrou na investigação

Segundo a Polícia Civil, ainda não foi esclarecido quem realizou as movimentações na conta bancária após a morte da titular.

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Diante dos indícios, a Justiça determinou que as instituições financeiras impeçam a reativação ou o uso indevido da conta por terceiros, inclusive por pessoas que tenham poderes de representação.

Os investigadores buscam rastrear o caminho do dinheiro e esclarecer se as movimentações estão relacionadas aos possíveis desvios investigados.

Contratos com a prefeitura são apurados

Entre os contratos sob investigação está um destinado ao abastecimento da frota de veículos oficiais do município. Outro previa a reforma de pontes de madeira.

A Polícia Civil apura possíveis crimes de peculato, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Operação bloqueia R$ 15,8 milhões

Conduzida pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), a Operação Legado cumpre 30 ordens judiciais contra cinco pessoas físicas e uma empresa. Entre os alvos estão uma ex-secretária municipal, empresários e pessoas apontadas pelos investigadores como possíveis laranjas.

A Justiça também determinou o bloqueio inicial de R$ 15,8 milhões em contas de pessoas físicas e jurídicas, além do sequestro de dois carros, uma motocicleta e um caminhão.

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Uma das empresas investigadas foi proibida de participar de licitações e firmar contratos com o poder público, especialmente com a Prefeitura de Nossa Senhora do Livramento.

Investigação é desdobramento de operação anterior

A Operação Legado é um desdobramento da Operação Liberatio, deflagrada em 2024 pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).

A nova fase busca aprofundar as investigações sobre o destino de recursos que teriam sido desviados dos cofres municipais e esclarecer a participação de cada um dos envolvidos.

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