LUCAS DO RIO VERDE

Operação “hipnose financeira”: grupo de ciganos é alvo da polícia por aplicar golpe espiritual e causar prejuízo de mais de R$ 300 mil em idoso em Lucas do Rio Verde

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A Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso deflagrou nesta quinta-feira (8) a Operação Hipnose Financeira, com o cumprimento de sete ordens judiciais contra investigadas suspeitas de integrar um esquema de estelionato emocional e espiritual em Lucas do Rio Verde.

De acordo com as investigações, um idoso de 71 anos teria sofrido prejuízo superior a R$ 300 mil após ser manipulado psicologicamente por mulheres que prometiam curas espirituais e realização de supostos rituais religiosos.

Segundo a Polícia Civil, o caso começou após familiares perceberem mudanças drásticas no comportamento da vítima, que passou a realizar diversas transferências bancárias via PIX para contas de terceiros desconhecidos. A situação ficou ainda mais preocupante quando o idoso começou a pedir dinheiro emprestado para familiares, amigos e vizinhos, além de tentar contratar empréstimos bancários.

As investigações apontam que a vítima conheceu uma das suspeitas em um supermercado da cidade. Na ocasião, a mulher teria afirmado que o idoso estava acometido por uma doença grave. A partir desse contato, iniciou-se uma relação de forte influência emocional, onde eram exigidos pagamentos constantes para realização de “trabalhos espirituais” e rituais de cura.

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Conforme depoimentos colhidos pela Polícia Civil, o idoso apresentava sinais de isolamento familiar, forte abalo psicológico e possível pressão emocional contínua. Há ainda registros de cobranças insistentes feitas pelas investigadas, incluindo um pedido recente de R$ 15 mil para continuidade dos supostos rituais.

A Delegacia de Polícia de Lucas do Rio Verde também identificou indícios de atuação interestadual do grupo, com ocorrências semelhantes em outras cidades de Mato Grosso envolvendo vítimas vulneráveis e prejuízos financeiros elevados.

Segundo a representação policial, as investigadas possuem alta mobilidade geográfica, estando em constante deslocamento por vários estados brasileiros, fator que dificultava a localização e o avanço das investigações.

Diante das provas reunidas, a Polícia Civil representou por medidas cautelares, que foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Sinop, com parecer favorável do Ministério Público. Entre as medidas estão mandados de busca e apreensão, quebra de sigilo telefônico e telemático, além da indisponibilidade de bens e valores das investigadas.

Na tarde desta quinta-feira (8), as suspeitas foram interceptadas durante uma ação conjunta da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Polícia Civil no município de Diamantino, onde as ordens judiciais foram cumpridas.

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A Operação Hipnose Financeira segue em andamento e busca identificar novas vítimas, aprofundar as investigações e garantir eventual reparação dos prejuízos causados.

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