POLÍCIA

Pai e filho são executados após aluguel de padaria aumentar

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Um funcionário de Warlison Rodrigues de Jesus, 31 anos, e do pai dele, Edson do Carmo, 63, reforça a teoria de que o duplo homicídio ocorrido no fim da tarde dessa quinta-feira (12/5) teria sido motivado por uma desavença relacionada ao aumento do preço cobrado pelo aluguel do espaço onde a padaria das vítimas operava.

 

 

Segundo o funcionário, que pediu para não ser identificado, as negociações com o suspeito de ser o autor dos disparos, o agente de custódia aposentado da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) Marcos Antonio Santos, 56 anos, se arrastavam havia cerca de seis meses. Antes da negociação, o aluguel custava em torno de R$ 3 mil. O aumento acresceria R$ 500 reais no valor pago.

 

 

A intenção das vítimas seria a instalação de um contêiner para aumentar a produção da panificadora. Para isso, seria necessário a extensão do espaço para o terreno ao lado, onde funcionava o escritório da rede de padarias. Em um primeiro momento, a proposta desagradou o policial aposentado e dono da área. “Tinha desavenças. O Rodrigues, como a gente chamava o Warlison, queria ampliar a produção e construir o espaço, mas o dono não aceitou. Depois de um tempo, eles foram negociando para aumentar em R$ 500 o aluguel”, disse o funcionário.

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Ainda de acordo com a testemunha, na quarta-feira (11/3), o acordo teria sido selado verbalmente. “Inclusive, depois desse acerto, o Marcos até pediu desculpas em relação a toda confusão. Ele [Warlison] estava feliz. Porque, na cabeça dele, aquilo já estaria resolvido. Chegou ontem de manhã muito feliz, sabe”, comenta o funcionário.

O duplo homicídio ocorreu dentro dos escritórios do dono do prédio onde fica a padaria. “Com certeza eles foram lá pra conversar e oficializar o acordo”, acrescenta a testemunha.

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