POLÍCIA

Pai vira réu por feminicídio após matar filha de 12 anos asfixiada em MT

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Justiça recebeu denúncia contra Claudinei da Silva, acusado de matar Olga Beatriz, de 12 anos, após discussão motivada por supostas conversas da menina nas redes sociais

A Justiça de Mato Grosso recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) contra Claudinei da Silva, de 42 anos, acusado de matar a própria filha, Olga Beatriz Santos da Silva, de 12 anos, por asfixia. O crime aconteceu em junho deste ano, no bairro Serra Dourada, em Várzea Grande.

Com o recebimento da denúncia, Claudinei passa a responder formalmente à ação penal por feminicídio majorado. Ele está preso preventivamente desde o dia do crime e permanece custodiado na Penitenciária Central do Estado (PCE-MT).

Após a manifestação do Ministério Público, a Justiça determinou o prosseguimento do processo. O acusado deverá ser citado para apresentar resposta à acusação.

A Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou Claudinei por feminicídio cometido em contexto de violência doméstica e familiar. Segundo a investigação, foram consideradas circunstâncias agravantes o emprego de asfixia e o fato de a vítima ter menos de 14 anos.

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De acordo com a apuração policial, pai e filha teriam discutido depois que Claudinei encontrou supostas conversas da menina com um garoto pelo Instagram. Durante o desentendimento, ele teria esganado Olga.

O laudo de necropsia elaborado pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) confirmou que a adolescente morreu em decorrência de asfixia mecânica.

A investigação aponta ainda que, mesmo após perceber a gravidade da situação, o pai não teria prestado socorro à filha e deixou a residência.

Relembre o caso

No dia 6 de junho, Olga foi para a casa do pai e acabou dormindo no local pela primeira vez. Na manhã seguinte, quando a mãe foi buscá-la, a menina pediu para permanecer por mais algumas horas porque participaria da comemoração do aniversário do avô paterno.

A mãe autorizou que a filha ficasse no imóvel. Pouco tempo depois, Claudinei entrou em contato afirmando que a menina estaria “dando trabalho”.

A situação passou a preocupar a família quando uma amiga da mãe foi até a residência para buscar Olga e não conseguiu contato.

Posteriormente, a própria mãe encontrou a filha caída no chão de um dos cômodos da casa onde o pai morava.

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Olga chegou a ser encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Verdão, em Cuiabá, mas já chegou à unidade sem sinais vitais.

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