POLÍCIA
PC investiga se mãe e filho ass4ss1nos tr4ficavam armas
Jocielene Barreiro da Silva e Wanderlei Barreiro da Silva, mãe e filho apontados como mandantes do assassinato do comerciante Gersino Rosa dos Santos, de 43 anos, e do vendedor Cleyton de Oliveira de Souza Paulino, de 27 anos, no Shopping Popular, em Cuiabá, estão sendo investigados sob suspeita de venda ilegal de armas de fogo dada a quantidade e diversidade de armamentos encontrados na residência deles durante a prisão, em Campo Grande (MS). A informação foi confirmada pelo delegado Nilson André Faria de Oliveira, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), de Cuiabá, nesta quinta-feira (4).
Mãe e filho foram presos em ação da Polícia Civil na última terça-feira (2), em Campo Grande, e foram recambiados para Cuiabá na tarde desta quinta-feira. Eles são apontados como mandantes do assassinato de Gersino, mais conhecido como Nenê, executado no dia 23 de novembro de 2023.
O vendedor Cleyton de Oliveira, não era alvo do atirador, mas também morreu atingido pela mesma bala que matou o empresário. “Preliminarmente, nós analisamos a possibilidade deles comercializarem armas de fogo. Inclusive, uma arma diferente que não tínhamos visto foi aquela caneta. Uma caneta que, na verdade era uma arma de fogo. Então, acaba sendo perigoso”, declarou o delegado.
Durante a prisão de mãe e filho, que teriam encomendado a morte do comerciante por vingança, – já que acreditavam que ele seria o responsável pelo assassinato de um familiar -, os policiais encontram uma grande quantidade de munições e armas ilegais, incluindo uma arma em formato de caneta, de calibre 22, que surpreendeu os policiais civis. Por isso surgiu a desconfiança da atuação no tráfico de armas.
Ainda durante coletiva de imprensa, o delegado informou que Wanderley já era investigado por crime de homicídio em Uberlândia, no estado de Minas Gerais e sua mãe também tinha passagem pela polícia por posse ilegal de arma. A família, que é cigana, teria pago R$ 10 mil ao pistoleiro Silvio Junior Peixoto, de 26 anos, que executou o empresário e também já está preso em Cuiabá após ter sido recambiado de Minas Gerais.
Mãe e filho acreditam que Gersino seria dos Santos seria o mandante do assassito de um irmão de Wanderley e filho de Jocilene, respectivamente. Ele foi morto 14 dias antes da execução do empresário dentro do shopping Popular, em Cuiabá.
O rapaz tinha se envolvido numa discussão com o empresário após a compra de um celular no box de Gersino. Essa hispótese, da participação, ou não do empresário no homicídio, também está sendo investigada. Mãe e filho responderão por homicídio duplamente qualificado.
O caso
Gersino Rosa e Cleyton de Oliveira foram assassinados no dia 23 de novembro do ano passado, dentro do centro comercial. O assassino acusado chegou ao local, atirou e fugiu. Imagens de uma câmera de segurança mostraram o momento em que uma das vítimas caminhava pelo corredor e logo depois caiu baleada e morreu.
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