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Policial acusado de estupro em delegacia alega “vídeo manipulado” e tenta anular processo em Mato Grosso

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A defesa do investigador da Polícia Civil Manoel Batista da Silva, de 52 anos, entrou com recurso no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) pedindo a anulação do processo em que ele é acusado de estuprar uma detenta dentro da Delegacia de Sorriso (420 km de Cuiabá).

O caso ocorreu entre os dias 9 e 10 de dezembro do ano passado. Segundo as investigações, a vítima foi retirada da cela e levada para um cômodo da unidade policial, onde teria sido abusada sexualmente por quatro vezes. Conforme o relato, o servidor também teria feito ameaças contra a mulher e familiares para impedir a denúncia.

De acordo com laudos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), foi confirmada a ocorrência de violência sexual, além da identificação do DNA do policial em material biológico coletado da vítima. Os exames foram realizados em Sorriso e posteriormente confirmados por laboratório forense em Cuiabá.

Apesar disso, a defesa sustenta que houve falhas na investigação, especialmente quanto à ausência de imagens completas do sistema de monitoramento da delegacia. Segundo os advogados, apenas trechos foram apresentados, o que, na avaliação deles, compromete a cadeia de custódia das provas.

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No recurso, a defesa argumenta que não é possível garantir a autenticidade das gravações e levanta a hipótese de eventual manipulação dos vídeos. Também sustenta que, sem as imagens completas, fica prejudicada a possibilidade de apresentar uma versão alternativa para a presença de material genético.

Inicialmente, o investigador negou o crime, alegando que apenas retirava a detenta da cela para banho, devido às condições do local.

O policial foi preso no dia 1º de fevereiro deste ano. Agora, o Tribunal deve abrir prazo para manifestação do Ministério Público de Mato Grosso antes de decidir se o processo será anulado ou seguirá em andamento.

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