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Presidiário reclama de transferência em MT: “tem que ser maior”

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Um detento do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Tangará da Serra, a cerca de 240 km de Cuiabá, causou revolta ao reclamar publicamente da própria transferência para outra unidade prisional em Mato Grosso. Em vídeo que circula nas redes sociais, ele critica o sistema penitenciário, responsabiliza o Estado e afirma que a solução seria a construção de um presídio maior.

 

A transferência dos presos ocorre após decisão judicial que determinou a interdição parcial do CDP, devido à superlotação e às condições estruturais consideradas inadequadas. Parte dos detentos está sendo levada para a unidade prisional de Primavera do Leste.

 

No vídeo, divulgado nesta segunda-feira (26) pelo repórter Izaias Gregório, da TV Cidade Verde, o preso aparece exaltado e afirma que está sendo afastado da família e de qualquer tipo de apoio.

“Tem que fazer um presídio maior. Não tenho família lá em Primavera, não tenho nada lá. Minha casa é aqui. Agora eu tenho que ir pra lá, onde não tem suporte, não tem nada, porque o presídio aqui é uma m***”, disse o detento.

Durante o desabafo, ele ainda classificou a situação como “revoltante” e alegou estar sendo penalizado por falhas estruturais do poder público, destacando que mantém vínculos familiares e pessoais em Tangará da Serra.

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Decisão judicial

A transferência foi determinada pelo juiz da 1ª Vara Criminal de Tangará da Serra, após pedido da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso. A decisão proibiu o ingresso de novos detentos no CDP até que o número de custodiados seja reduzido a um patamar compatível com a capacidade da unidade.

 

Atualmente, o CDP possui capacidade para 433 vagas, mas abrigava 513 presos, segundo dados apresentados no processo.

 

Além disso, o Estado foi intimado a transferir ao menos 50 detentos no prazo de até 15 dias para outras unidades prisionais. A exceção vale apenas para prisões em flagrante realizadas na própria comarca ou para cumprimento de mandados expedidos pelo juízo local.

 

O caso gerou forte repercussão nas redes sociais, com internautas criticando o posicionamento do preso e cobrando rigor no cumprimento das decisões judiciais.

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