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“Princesa do crime” comandava tráfico e ordenava mortes mesmo presa em Mato Grosso, aponta Polícia Civil

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (7), a Operação Coroa Quebrada, com o objetivo de desarticular uma facção criminosa atuante na região de Cáceres. Ao todo, foram cumpridas 21 ordens judiciais, sendo quatro mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão.

As ações ocorreram simultaneamente nas cidades de Cáceres, Cuiabá, Rondonópolis e Nova Mutum, com apoio de diversas unidades especializadas, como a Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), Denarc, Derf e delegacias regionais.

Entre os principais alvos está uma mulher apontada como liderança da organização criminosa, conhecida pelo apelido de “Princesa”. Mesmo presa na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, ela continuava exercendo comando dentro da facção.

De acordo com as investigações, a suspeita era responsável por ordenar execuções, aplicar punições internas e coordenar o tráfico de drogas na região. A comunicação com outros integrantes ocorria por meio de aplicativos de mensagens, mantendo ativa a estrutura criminosa mesmo dentro do sistema prisional.

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A apuração identificou que o grupo possuía organização hierárquica bem definida, com divisão de funções entre seus integrantes. Havia responsáveis pelo fornecimento de armas e munições, executores de homicídios, operadores logísticos do tráfico e envolvidos em roubos de veículos utilizados pela facção.

Segundo o delegado responsável pelo caso, a estrutura demonstra alto grau de organização e periculosidade, com atuação direta na disputa territorial contra uma facção rival, o que está relacionado a diversos homicídios registrados na região.

O nome “Coroa Quebrada” faz referência direta à líder do grupo, indicando a desarticulação de sua influência dentro da organização criminosa.

A operação faz parte das estratégias da Polícia Civil dentro do programa Tolerância Zero, voltado ao enfrentamento das facções criminosas em Mato Grosso, além de integrar ações da Rede Nacional de Unidades Especializadas no Combate ao Crime Organizado (Renorcrim), coordenada pelo Ministério da Justiça.
 

 

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