POLÍCIA
Quadrilha comprava hotéis, postos de combustíveis e fazendas com dinheiro do tráfico
A organização criminosa alvo da Operação Balada da Polícia Federal, deflagrada na manhã desta terça-feira (05), comprava empresas, propriedade ruais e veículos de luxo para lavar o dinheiro oriundo do tráfico de drogas e armas de grosso calibre.
Segundo informações da PF, o esquema sofisticado foi utilizado para a aquisição de postos de combustível, hotéis e fazendas e veículos de luxuosos. Estima-se que mais de R$ 2 bilhões foram movimentados pelos investigados nos últimos dois anos.
As contas bancárias e bens identificados foram bloqueados por determinação judicial, assim como aproximadamente uma centena de imóveis.
De acordo com as investigações, a organização operava um estruturado esquema de tráfico de drogas e preparava entorpecentes para comercialização, mediante emprego de insumos químicos adquiridos por meio de empresas regularmente cadastradas.
A droga era remetida dos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará e Rondônia, armazenada no Triângulo Mineiro e, posteriormente, distribuída a várias regiões do País, em especial os estados de Minas Gerais, Goiás, Espírito Santo e Rio de Janeiro.
Foi constatado ainda que os criminosos traficavam fuzis e pistolas. O armamento comercializado pelo grupo era adquirido no Mato Grosso do Sul, transportado para Uberlândia, e, posteriormente, destinado a grupos da região do Triângulo Mineiro, especializados no tráfico de drogas e roubos a banco, bem como a uma facção criminosa estabelecida no Rio de Janeiro/RJ.
Operação Balada
A operação deflagrada pela PF de Minas Gerais, cumpre 247 mandados de prisão e 249 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares.
As ordens judiciais foram expedidas pela 4ª Vara Criminal da Comarca de Uberlândia e cumpridas em Mato Grosso e mais nove estados.
A operação foi deflagrada com apoio da Polícia Penal da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Estado de Minas Gerais, que colaborou com um efetivo de 35 policiais penais, para custódia e transporte dos presos.
O nome da operação foi escolhido pelo fato dos investigados ostentarem em redes sociais a realização de diversas festas de luxo, sendo algumas até em outros países com altos gastos com uso de iates e carros esportivos.
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