POLÍCIA
Quadrilha de ‘Blogueiras’ se passava por empresárias bem sucedidas e aplicavam golpes com cartões de crédito
A vida de luxo, ostentação e curtição, dia e noite, da blogueira Anna Carolina de Sousa Santos e suas comparsas deu lugar à rotina da prisão, com uniforme no lugar dos biquínis e passeios apenas entre a cela e o pátio da cadeia, no lugar das aventuras de lancha em praias paradisíacas.
Anna se apresentava como influenciadora e empreendedora nas redes sociais e, com Yasmin Navarro, Mariana Serrano de Oliveira, Rayane Silva Sousa e Gabriela Silva Vieira, foram presas na quarta-feira (7/7) por roubar dados de cartão de crédito e causar prejuízo às vítimas, de acordo com a polícia.
Na sexta-feira (9/7), a juíza Mariana Tavares Shu, da Central de Audiências de Custódia, converteu a prisão em flagrante das integrantes da quadrilha para preventiva. Com isso, o grupo fica preso sem prazo determinado, preservando as provas enquanto durarem as investigações.
Em sua decisão, Mariana Shu definiu que a quadrilha oferece risco à sociedade por “participar de organização para a prática de estelionato”, ressaltando que as mulheres obtinham cartões de crédito e os repassavam a comparsas, que faziam saques, compras e transferências.
“A prisão é imprescindível para a desarticulação do grupo, evitando-se a reiteração da prática criminosa. Ela se faz necessária para garantia da ordem econômica, pois a conduta das custodiadas lesa o patrimônio de número indeterminado de vítimas, causando ainda prejuízos às instituições financeiras emissoras dos cartões extraviados, que são compelidas a ressarcir os clientes lesados” escreveu na decisão.
Defesas
De acordo com o G1, as defesas da blogueira, de Mariana e de Yasmim alegaram que elas não moram no Rio de Janeiro e apenas estavam no apartamento no momento da operação policial, argumento não foi acolhido pela juíza.
“Vale salientar que três das custodiadas residem no município de São Paulo, de forma que, ausente qualquer demonstração de vínculo com esta localidade, a colocação em liberdade poderia impedir sua localização posterior”, justificou.
As suspeitas foram presas por agentes da 40ª DP (Honório Gurgel) em um apartamento no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, por estelionato. No local funcionava uma “central de telemarketing”, usada para aplicar os golpes.
As investigadas entravam em contato com clientes se passando por funcionárias da administradora do cartão de crédito dizendo que uma fraude havia sido identificada em compras feitas no cartão, e que a vítima deveria passar alguns dados para resolver o problema e enviavam até um motoboy pegar o cartão da pessoa em casa.
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