POLÍCIA
Relatos chocantes: presa foi estvprada, temia que policial civil matasse a filha; veja detalhes apurados com exclusividade
A mulher denunciou ter sido vítima de quatro estupros praticados por um policial civil dentro da Delegacia de Polícia de Sorriso, no norte de Mato Grosso. Os crimes teriam ocorrido entre a noite do dia 9 e a manhã do dia 10 de dezembro de 2025, enquanto a vítima estava presa de forma temporária na unidade policial.
O caso veio à tona após a prisão do policial, cumprida na manhã do último sábado (1º de fevereiro de 2026), após a conclusão de exames periciais e o avanço das investigações que foram conduzidas sob sigilo.
De acordo com informações obtidas com exclusividade pelo nosso portal, a mulher foi presa no dia 8 de dezembro de 2025, por força de um decreto de prisão temporária, e passou por audiência de custódia no dia seguinte, 9 de dezembro, às 16h.
Após a audiência, ela foi conduzida por um policial civil até a Politec, onde realizou exame de corpo de delito relacionado à prisão. Conforme o relato, ao retornar à delegacia, por volta das 18h, teria ocorrido o primeiro estupro.
Ainda segundo a vítima, horas depois, o mesmo policial teria cometido o segundo abuso sexual. Durante a madrugada, teria ocorrido o terceiro estupro, ocasião em que o agressor teria ejaculado dentro da vítima. Já ao amanhecer, o quarto abuso teria sido praticado.
O relato aponta que o policial retirava a mulher da cela e a levava para uma sala vazia da delegacia. Em pelo menos duas ocasiões, ele teria feito ameaças graves, afirmando que mataria a filha menor da vítima caso ela gritasse ou denunciasse os abusos.
Na manhã do dia 10 de dezembro, durante a troca de plantão, a mulher foi transferida da Delegacia de Sorriso para a Cadeia Feminina de Arenápolis, onde permaneceu presa até a noite do dia 12 de dezembro, quando foi colocada em liberdade após a revogação da prisão temporária, a pedido do próprio delegado responsável pelo caso inicial, convencido por provas apresentadas pela defesa.
A decisão judicial que revogou a prisão foi publicada às 18h05 do dia 12 de dezembro de 2025.
Já em liberdade, na noite do dia 12 de dezembro, a vítima entrou em contato com seu advogado e relatou, pela primeira vez, que havia sido estuprada dentro da delegacia.
Na manhã do dia 13 de dezembro, o advogado orientou que ela não tomasse banho, para preservar vestígios biológicos, e colheu o relato completo por meio de videochamada gravada. Em seguida, a mulher foi levada ao Ministério Público, onde formalizou a denúncia em sigilo.
Após o depoimento, ela foi encaminhada novamente à Politec, onde passou por exames para coleta de material genético. Na saída, um médico perito informou que ainda havia vestígios de esperma.
Com base no relato da vítima, testemunhos, coleta de DNA dos policiais que estavam de plantão e exames periciais, o Ministério Público encaminhou o caso à delegada responsável pela investigação.
O resultado positivo do exame de DNA, que teria confirmado a presença de material genético do policial Manoel Batista da Silva, de 53 anos, foi concluído no dia 30 de janeiro de 2026. Diante das provas reunidas, foi solicitado e deferido o pedido de prisão, cumprido na manhã do dia 1º de fevereiro.
Os fatos posteriores à prisão do policial já são de conhecimento público, mas a investigação segue em sigilo, tanto para preservar a vítima quanto para garantir o devido processo legal.
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