CONDENADO

Sargento é condenado por cobrar R$ 70 mil para evitar roubo em fazenda e executar bandidos em MT

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Em uma votação unânime realizada nesta terça-feira, o Conselho Permanente de Justiça Militar de Cuiabá emitiu um veredito condenatório contra o 2º sargento da Polícia Militar, Evandro dos Santos. Ele foi sentenciado a cumprir oito anos de prisão em regime inicialmente semiaberto devido à sua participação em crimes que incluem corrupção passiva, prevaricação e associação criminosa. Os juízes militares acolheram os pedidos apresentados pelo Ministério Público de Mato Grosso.

 

O caso envolveu o proprietário da Fazenda Promissão, localizada em União do Sul, que procurou o 2º sargento PM Evandro dos Santos, que, na época, era o comandante da Polícia Militar local, em busca de apoio policial para proteger sua propriedade rural contra o risco de roubo. O policial concordou em fornecer segurança para a fazenda, mas especificou que essa “proteção” teria um custo.

 

Posteriormente, Evandro se associou a outros policiais para realizar patrulhas ostensivas na propriedade e orquestrar uma emboscada para um grupo de seis homens que permanecem desaparecidos desde então. Ele cobrou e recebeu a quantia de R$ 70 mil por seus serviços.

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Além dessas acusações, Evandro também enfrenta acusações de homicídio e ocultação de cadáver em um processo judicial que está em tramitação na comarca de Cláudia, localizada a 620 km de Cuiabá.

O promotor de Justiça Paulo Henrique Amaral Motta, da 13ª Promotoria de Justiça Criminal de Cuiabá, atuou no julgamento. Devido à gravidade dos crimes e à pena imposta, o juiz militar ordenou a remessa de uma cópia completa do processo ao procurador-geral de Justiça, com o objetivo de avaliar a possível perda da graduação de praça por Evandro dos Santos e sua subsequente exclusão das fileiras da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso.

 

Segundo o Ministério Público de Mato Grosso, os crimes ocorreram em 2020 nos municípios de Santa Carmem e União do Sul. O réu foi acusado de buscar benefícios indevidos devido à sua posição funcional, ao cobrar R$ 70 mil para fornecer serviços de segurança privada não autorizada, violando seu dever funcional. Ele também foi considerado culpado por negligenciar suas obrigações oficiais, incluindo a comunicação de incidentes às autoridades superiores da Polícia Militar e o registro de boletins de ocorrência, tudo em busca de interesse pessoal. Adicionalmente, ele foi acusado de conspirar com outros policiais militares para cometer crimes específicos, incluindo a segurança clandestina da fazenda e a preparação da emboscada que resultou no desaparecimento de seis indivíduos.

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