POLÍCIA

“Stalker da live” é preso em Sinop após ameaçar governador e delegado nas redes sociais

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Um homem foi preso nesta quarta-feira (25), em Sinop, acusado de usar perfis falsos em redes sociais para fazer apologia ao crime e ameaçar autoridades públicas durante transmissões ao vivo do Governo de Mato Grosso.

A ação foi realizada pela Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF) de Sinop, com apoio do Núcleo de Inteligência da Delegacia Regional. O suspeito, identificado pelas iniciais C.H.C.R., foi localizado no bairro Jardim América.

Segundo a investigação, o homem utilizava perfis falsos para comentar em lives oficiais do Governo do Estado, publicando mensagens com símbolos e textos associados a facções criminosas. As postagens tinham teor intimidatório e eram direcionadas a autoridades que discursavam sobre o enfrentamento ao crime organizado, entre elas o governador Mauro Mendes e o delegado Frederico Murta.

Com o avanço das diligências, a Polícia Civil conseguiu vincular o perfil usado nas transmissões a outras contas na mesma plataforma, todas atribuídas ao investigado. Os trabalhos de inteligência também identificaram uso de dados falsos em cadastros digitais e replicação de conteúdos entre diferentes perfis.

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De acordo com a polícia, as publicações mais recentes incluíam ostentação de dinheiro, exibição de arma de fogo e reforço de símbolos ligados a organizações criminosas, além de registros feitos no interior e nas proximidades da residência do suspeito.

Diante das provas reunidas, a Polícia Civil solicitou medidas cautelares à Justiça, entre elas mandado de busca e apreensão e prisão preventiva. Durante a abordagem, o investigado foi flagrado com diversas porções de cocaína.

Além dos crimes relacionados à apologia ao crime e ameaça, ele também foi autuado em flagrante por tráfico de drogas.

O caso integra a estratégia de combate à atuação de facções no ambiente digital, especialmente no uso das redes sociais para intimidação de agentes públicos e propagação de conteúdos criminosos.

As investigações continuam para identificar possíveis outros envolvidos. A Polícia Civil reforça que denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos canais oficiais.

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