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TJ mantém presa empresária acusada de mandar matar advogado após disputa por fazenda em Cuiabá

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O desembargador Gilberto Giraldelli, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, negou o pedido liminar de habeas corpus apresentado pela defesa da empresária Julinere Goulart Bentos, acusada de ser a mandante intelectual do assassinato do advogado Renato Gomes Nery, em Cuiabá.

Segundo o processo, Julinere responde pelos crimes de homicídio qualificado e organização criminosa. O Ministério Público do Estado de Mato Grosso aponta que ela teria planejado o crime após perder uma fazenda.

A empresária está presa desde maio de 2025, quando teve a prisão temporária decretada. Posteriormente, a medida foi convertida em prisão preventiva.

A defesa tentou revogar a prisão ou substituir a medida por prisão domiciliar, alegando ausência de fundamentação recente para manutenção da custódia e argumentando que a filha adolescente da acusada necessita de cuidados especiais em razão de problemas de saúde.

No entanto, o magistrado entendeu que não existem elementos suficientes para conceder liberdade imediata à acusada e destacou a complexidade do caso.

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Conforme a decisão, o processo ainda exige análise aprofundada das provas e das informações apresentadas pelas partes antes de qualquer mudança na prisão preventiva.

No último dia 6 de maio de 2026, Julinere foi pronunciada pela Justiça, etapa em que o juiz reconhece indícios suficientes para que o réu seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri.

Com a decisão, a empresária seguirá presa preventivamente enquanto aguarda o julgamento definitivo do habeas corpus.

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