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URGENTE: Justiça decreta perda de cargo de investigador condenado pela morte de PM em Cuiabá; VEJA VIDEO IMAGENS FORTES

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A Justiça de Mato Grosso determinou a perda do cargo público do investigador da Polícia Civil Mario Wilson Vieira da Silva Gonçalves, condenado pela morte do policial militar Thiago de Souza Ruiz, ocorrida em 2023, em Cuiabá.

A decisão foi assinada nesta segunda-feira (18) pelo juiz Marcos Faleiros da Silva, da 1ª Vara Criminal da Capital, após acolher recurso apresentado pelo Ministério Público Estadual (MPE).

Mario Wilson havia sido condenado pelo Tribunal do Júri a dois anos de prisão em regime aberto por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

O caso aconteceu no dia 27 de abril de 2023, dentro da conveniência de um posto de combustível localizado em frente à Praça 8 de Abril, em Cuiabá.

Juiz apontou quebra grave dos deveres da função policial

No recurso apresentado à Justiça, o Ministério Público argumentou que a sentença anterior não havia analisado os efeitos da condenação relacionados à perda do cargo público, prevista no artigo 92 do Código Penal em situações de abuso de poder ou violação de dever funcional.

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Durante o julgamento, segundo o MPE, o próprio investigador afirmou que atuava como policial civil no momento da ocorrência e alegou que realizava diligências relacionadas a possíveis envolvidos com drogas.

Na decisão, o magistrado destacou que as provas apresentadas durante o júri demonstraram que o investigador extrapolou gravemente os deveres da função pública.

Segundo o juiz, imagens exibidas no julgamento e depoimentos de testemunhas mostraram que o policial estava armado e sob efeito de álcool antes do crime.

“O exercício da atividade policial exige comportamento compatível com os princípios da legalidade, prudência, equilíbrio emocional e estrita observância aos deveres funcionais”, escreveu o magistrado.

Ainda conforme a decisão, o fato de o júri ter reconhecido homicídio culposo não impede a aplicação da perda do cargo público, diante da gravidade da conduta e da violação funcional apontada no processo.

Com isso, a Justiça determinou oficialmente a perda da função pública exercida pelo investigador da Polícia Civil.

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