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URGENTE: Policiais civis são investigados por desviar drogas apreendidas e abastecer o tráfico

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Uma investigação conduzida pela Polícia Federal e pelo Ministério Público do Espírito Santo revelou um suposto esquema envolvendo policiais civis do Departamento Estadual de Narcóticos (Denarc), que teriam desviado drogas apreendidas e repassado os entorpecentes ao crime organizado.

De acordo com a apuração, que conta com áudios, vídeos e depoimentos, os agentes investigados atuavam diretamente na revenda de drogas, utilizando apreensões feitas em operações policiais para abastecer o mercado ilegal.

Segundo os investigadores, os policiais não apenas desviavam os entorpecentes, mas também negociavam diretamente com traficantes. Em um dos depoimentos, um criminoso afirma ter comprado 50 quilos de droga de um dos agentes por cerca de R$ 49 mil.

As apurações apontam ainda que o esquema contava com a participação de informantes ligados ao tráfico, que indicavam carregamentos de drogas de grupos rivais. A partir dessas informações, os policiais realizavam abordagens, apreendiam o material e desviavam parte da carga para revenda.
                                                                                                                                        Eduardo Tadeu, investigador do Denarc, é suspeito de liderar o esquema de desvio de drogas

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Um dos principais alvos da investigação é um policial civil apontado como líder do esquema, que já foi preso. Outros agentes foram afastados das funções por decisão judicial.

As autoridades também identificaram indícios de ligação com integrantes de facção criminosa, incluindo o PCC. Conversas extraídas de celulares mostram contatos frequentes entre traficantes e policiais investigados.

Além disso, há relatos de extorsão, com criminosos afirmando terem sido obrigados a pagar valores para evitar prisão ou para continuar atuando no tráfico sob orientação dos próprios policiais.

A investigação indica que o esquema pode ser mais amplo, envolvendo outros policiais civis e até militares. Ao todo, dezenas de agentes estão sendo investigados, e parte deles já foi presa preventivamente.

Para o Ministério Público, o caso é considerado grave por envolver justamente agentes responsáveis pelo combate ao tráfico de drogas.

As investigações seguem em andamento, e novos desdobramentos não estão descartados.

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