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URGENTE: Tenente-coronel réu por feminicídio da esposa é aposentado com salário integral; VEJA

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O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu pela morte da esposa, a soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, foi aposentado pela corporação com direito a vencimentos integrais. Antes da prisão, o último salário bruto do oficial ultrapassava R$ 28 mil.

De acordo com a portaria da Diretoria de Pessoal da Polícia Militar, Geraldo Neto passou à reserva pelos critérios proporcionais de idade, mantendo remuneração equivalente à que recebia na ativa. Com os ajustes de proporcionalidade, o valor pago na aposentadoria deve ficar em torno de R$ 20 mil.

O pedido de aposentadoria foi feito pelo próprio oficial. Mesmo com a transferência para a reserva, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que segue em andamento o conselho de justificação instaurado contra o tenente-coronel, procedimento que pode resultar em demissão, além da perda do posto e da patente.

A SSP também informou que o inquérito policial militar que apura a morte da soldado está em fase final e será encaminhado ao Judiciário. Geraldo Neto continua preso preventivamente por decisão judicial, após representação da Corregedoria da PM.

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Em posicionamento à imprensa, a defesa afirmou que a aposentadoria foi uma decisão pessoal do oficial, alegando que ele já havia cumprido sua missão na corporação.

A soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada morta no apartamento onde vivia com o marido, no Brás, região central de São Paulo, no dia 18 de fevereiro. O caso, inicialmente tratado como suicídio, passou a ser investigado como feminicídio qualificado e fraude processual.

Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, está preso desde 18 de março no Presídio Militar Romão Gomes. Ele foi denunciado pelo Ministério Público e se tornou réu pelos crimes de feminicídio e fraude processual.

A reviravolta na investigação ocorreu após a análise de laudos periciais, depoimentos e provas extraídas de aparelhos eletrônicos. Segundo a Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo, há elementos que afastam a hipótese de suicídio.

Entre os principais pontos levantados pela investigação estão contradições no relato do oficial, indícios de manipulação da cena do crime e sinais de violência anteriores à morte. O exame necroscópico também apontou que o disparo foi feito com a arma encostada na cabeça da vítima, em uma trajetória considerada incompatível com tiro autoinfligido.

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