POLÍCIA

Vereador e servidor são proibidos de acessar prédios públicos em duas cidades de MT

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O vereador Rauflis de Oliveira Mello, do município de Pontal do Araguaia, e o servidor público Alessandro dos Santos Oliveira foram afastados de suas funções por decisão judicial, suspeitos de envolvimento em um esquema milionário de fraudes em licitações públicas. As medidas foram cumpridas nesta sexta-feira (26) pela Polícia Civil de Mato Grosso, durante a Operação Cenário Montado.

Além do afastamento, os investigados estão proibidos de acessar prédios públicos, sistemas internos da administração municipal, processos administrativos e também de manter contato com pessoas ligadas aos fatos investigados.

Segundo a investigação, o vereador — que também já ocupou cargos de secretário municipal em duas pastas em Pontal do Araguaia — e o servidor público ligado ao setor de licitações teriam exercido papéis centrais na operacionalização do esquema.

De acordo com a Polícia Civil, o grupo é suspeito de manipular orçamentos, simular concorrência e superfaturar contratos, configurando crimes como falsidade ideológica, associação criminosa, lavagem de capitais e infrações à Lei de Licitações.

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Ainda conforme a polícia, mesmo após o início das ações policiais, os investigados teriam continuado atuando por meio da criação de novas empresas de fachada, registradas em nome de familiares, com o objetivo de burlar decisões judiciais anteriores.

Outros alvos

A Operação Cenário Montado teve início em 16 de dezembro e já alcançou sete investigados, apontados como integrantes do esquema, que operava principalmente por meio de empresas do setor de produção de eventos e shows, usadas para fraudar processos licitatórios e gerar Atas de Registro de Preços.

Os alvos identificados são:

  • Adenir Pinto da Silva – apontado como chefe do esquema

  • Lucimar Teixeira da Silva – articulador operacional e documental

  • Rodrigo Mendes Moreira – responsável pela coordenação e fiscalização de serviços subcontratados

  • Luciana Costa da Silva – servidora da Secretaria Municipal de Turismo de Barra do Garças

  • Tayara Félix Alves Cardoso – fachada empresarial

  • Paulo Henrique de Freitas Pinto – representante legal de empresa considerada de fachada

  • Elcio Mendes da Silva – vereador e servidor no Gabinete do Prefeito de Barra do Garças

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Apenas nos três pregões investigados em Pontal do Araguaia, os valores globais chegaram a R$ 25,8 milhões. Conforme a legislação, as adesões às atas poderiam alcançar, em tese, até R$ 51,7 milhões, considerando o limite máximo de 200%.

A reportagem tenta localizar a defesa dos citados. O espaço segue aberto para manifestação.

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