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“Vocês acham justo pagar por isso?”: Pai de PM morta explode após aposentadoria de tenente-coronel acusado de feminicídio; VEJA VIDEO

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A decisão de transferir para a reserva o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de matar a soldado Gisele Alves Santana, gerou revolta na família da vítima e repercussão em todo o país.

O oficial, que está preso preventivamente, deve receber cerca de R$ 21 mil mensais de aposentadoria, mesmo sendo réu por feminicídio e fraude processual.

Em desabafo enviado à imprensa, o pai da policial, José Simonal Telles, criticou duramente a medida. “Você acha justo a população pagar salário para um monstro desse, covarde que matou sua mulher e colega de farda porque disse não pra ele?”, questionou. Ele ainda completou: “Para aposentar ele foi rápido, para minha filha sobrou o caixão e o luto”.

A mãe de Gisele, Marinalva Vieira Alves de Santana, também demonstrou indignação com a decisão. Segundo ela, é revoltante ver o acusado sendo aposentado enquanto a família enfrenta a dor da perda.

A portaria que garante a aposentadoria foi publicada pela Diretoria de Pessoal da Polícia Militar de São Paulo. O documento aponta que o oficial tem direito ao benefício pelos critérios proporcionais de idade, com vencimentos integrais.

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O pedido de aposentadoria foi feito pelo próprio tenente-coronel. Antes da prisão, ele recebia cerca de R$ 28,9 mil brutos. Com os ajustes, o valor da aposentadoria deve ficar em torno de R$ 21 mil.

A Polícia Militar informou que a transferência para a reserva não impede o andamento do processo disciplinar, que pode resultar na expulsão do oficial e perda da patente.

Gisele Alves Santana foi encontrada morta com um tiro na cabeça no apartamento onde vivia com o marido, no bairro Brás, em São Paulo, no dia 18 de fevereiro. Inicialmente tratado como suicídio, o caso passou a ser investigado como feminicídio após a análise de provas.

Segundo a Polícia Civil, há indícios de manipulação da cena do crime, além de mensagens apagadas do celular da vítima minutos após a morte. Testemunhas também relataram episódios anteriores de agressões e comportamento controlador por parte do oficial.

A defesa nega o crime e afirma que o tenente-coronel colaborou com as investigações.
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