- POLÍTICA NACIONAL

Bastidores do poder: crise de articulação na Câmara e disputa antecipam embate de 2026

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A política nacional chega a esta sexta-feira marcada por fortes tensões nos bastidores do Congresso Nacional e pela antecipação do xadrez eleitoral de 2026. O foco das articulações gira em torno do enfraquecimento da presidência da Câmara dos Deputados e da disputa interna da direita sobre quem liderará o campo conservador na próxima eleição presidencial.

Aliados do ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) avaliam que o atual presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), enfrenta dificuldades para impor autoridade e construir consensos. O descontentamento ganhou força após derrotas recentes no plenário e decisões que ampliaram o desgaste com bancadas estratégicas, especialmente o PL, maior partido da Câmara.

A relação com o PL se deteriorou após a condução de pautas sensíveis, como a votação envolvendo a deputada Carla Zambelli (PL-SP) e a aprovação do projeto da dosimetria penal. A proposta, embora tenha avançado, foi considerada insuficiente pela ala mais bolsonarista por não beneficiar diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro, mantendo sua inelegibilidade e exposição judicial.

Parlamentares relatam, nos bastidores, falta de diálogo prévio e decisões tomadas sem ampla costura política, o que tem alimentado críticas à condução da Casa e ampliado o isolamento de Motta.

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Enquanto isso, a direita intensifica a disputa interna sobre a sucessão presidencial. Com Bolsonaro fora do páreo eleitoral, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tenta se consolidar como pré-candidato, mas enfrenta resistências dentro do próprio campo conservador. Governadores como Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) seguem sendo vistos por setores do mercado e do centro político como nomes mais competitivos.

Nesse cenário, cresce a movimentação para que lideranças políticas e religiosas atuem como interlocutores junto a Bolsonaro, buscando convencê-lo a abrir caminho para uma candidatura de consenso da oposição em 2026.

Do lado do governo federal, o Palácio do Planalto acompanha o cenário com cautela. A fragmentação da direita é vista como uma oportunidade política, enquanto a base governista trabalha para preservar estabilidade no Congresso e evitar que o desgaste institucional da Câmara comprometa votações estratégicas.

Mesmo com o calendário eleitoral ainda distante, a sexta-feira política evidencia um Congresso tensionado, lideranças em disputa e uma sucessão presidencial que começa a ser desenhada muito antes do prazo oficial.

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