TENSÃO INTERNACIONAL

Trump chama eleição no Brasil de “desgraça” e diz que vai conversar com Lula

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a fazer críticas às eleições brasileiras nesta quinta-feira (29) e classificou o resultado do pleito como uma “desgraça”. O republicano também afirmou que pretende conversar com Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito presidente do Brasil, mas evitou responder diretamente se reconhece a vitória do petista.

“Eu vou falar com ele, mas acho que a eleição no Brasil foi uma desgraça”, declarou Trump ao ser questionado por jornalistas.

A fala ocorre após Lula vencer a disputa presidencial contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), no domingo (25). Até o momento da declaração, o governo norte-americano não havia divulgado um reconhecimento oficial do resultado.

Trump volta a levantar suspeitas sobre a votação

Esta não foi a primeira vez que o presidente norte-americano questionou o processo eleitoral brasileiro. No início da semana, Trump afirmou que a eleição parecia ter sido fraudada, mas não apresentou provas para sustentar a alegação.

Nesta quinta-feira, ele voltou a criticar o pleito e também evitou dizer quem considera o vencedor legítimo da disputa.

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Lula e Trump podem conversar

Trump afirmou que pretende falar com Lula sobre o assunto, mas não havia, até as informações divulgadas, confirmação de uma ligação agendada entre os dois presidentes. Um possível encontro também é esperado no contexto da Cúpula de Líderes do G20, prevista para dezembro, nos Estados Unidos.

Flávio Bolsonaro também entrou no centro da repercussão

A declaração ocorre em meio à repercussão da viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos após a derrota eleitoral. O senador publicou uma carta com críticas ao sistema eleitoral brasileiro e, inicialmente, utilizou a expressão “presidente eleito”, alterada posteriormente para “líder do Brasil”.

Questionado sobre quem reconhece como presidente legítimo do Brasil, Trump não respondeu diretamente.

As declarações ampliam a repercussão internacional da eleição brasileira, enquanto seguem sem apresentação pública de provas que sustentem as acusações de fraude feitas pelo presidente norte-americano.

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