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Deputado dá ultimato em Mauro dentro do União: “mais fácil o Botelho que está com 30%”

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Júlio Campos afirmou que o presidente da AL leva a melhor em todos os quesitos sobre Fábio Garcia
Em meio à indefinição dentro do União Brasil para escolher o candidato à Prefeitura de Cuiabá entre os correligionários Fábio Garcia, atual secretário-chefe da Casa Civil, e o presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho, o deputado estadual Júlio Campos deu um “ultimato” ao governador Mauro Mendes, que é o presidente estadual da legenda. Ele reafirmou sua preferência por Botelho e deixou claro que o colega de parlamento possui as principais características para ser o candidato principal, tais como uma melhor avaliação nas pesquisas eleitorais, sendo mais conhecido entre o eleitorado cuiabano e tendo uma maior capacidade de articular apoio de outras legendas em um eventual segundo turno no pleito de 2024.

 

Júlio Campos, mesmo ciente que o governador prometeu “colocar um ponto final” no imbróglio entre esta terça-feira (31) e quarta-feira (1º), antes de sua viagem para a China, aproveitou uma entrevista ao vivo no Jornal do Meio Dia, da TV Vila Real, para cobrar de Mauro Mendes uma definição com critérios objetivos na Botelho e Garcia. O parlamentar afirmou, inclusive, que fará campanha para Botelho, mesmo se ele vier a deixar a legenda, caso fique insatisfeito com a decisão quanto o cabeça de chapa do grupo, se por acaso vier a ser Fábio Garcia.

“Se dependesse de todos nós, teria que ter um acordo. O que o deputado Botelho quer e também queremos, seria critérios. Qual o critério para a escolha do candidato a prefeito de Cuiabá? Pesquisa eleitoral, ou é quem consegue mais apoio de partidos aliados? Não podemos esquecer que essa eleição será em dois turnos, ninguém vai ganhar no primeiro turno. O Botelho tem uma ressonância popular e o Fabio Garcia ainda não está bem avaliado na opinião pública”, pontuou Júlio Campos, durante entrevista nesta terça-feira.

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Júlio Campos ponderou que Botelho tem mais capacidade de chegar ao segundo turno e até ganhar as eleições por já ter apoio declarado de outros partidos como o PSD (legenda que ele poderá se filiar caso deixe o União Brasil), PSB presidido pelo deputado estadual Max Russi, uma ala do MDB que apoia a deputada Janaina Riva, e o Republicanos, do vice-governador Otaviano Pivetta.

Além disso, conforme ressaltado por Júlio Campos, o corregilionário Eduardo Botelho tem a preferência dos eleitores, com 32% das intenções de voto da população cuiabana, de acordo com uma pesquisa do MT Dados. “Botelho é um deputado atuante e que tem possibilidade de ser um candidato mais leve. É mais fácil o Botelho que está com 30% de avaliação favorável na pesquisa chegar a 51% do que o nosso companheiro Fábio Garcia que ainda está na faixa dos 5% e teria que fazer um grande caminho até chegar a 25% para ir ao segundo turno, e enfrentar uma barreira no segundo turno sem grandes apoiamentos de outros partidos”, opinou.

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Nesse contexto, Júlio Campos deixou claro que se Botelho não for escolhido para encabeçar a chapa do União Brasil, ele irá se licenciar da agremiação para fazer campanha do presidente do Parlamento Estadual. “Quanto a mim, se não deixar o partido, posso permanecer no partido, mas vou me licenciar e pedir o apoio para a candidatura do Eduardo Botelho”, revelou.

Por fim, o legislador prevê que a eleição será difícil e com candidaturas fortes. Mas, destacou que o nome Botelho está “cravado” no coração da população cuiabana, ao contrário de Fábio Garcia que registrou ínfimos 5% nas pesquisas de intenção de voto. “Vai ser uma eleição com candidatos fortes. No PT temos dois candidatos fortes, o Lúdio e a Rosa Neide, do outro lado tem o bolsonarismo que é muito forte em Mato Grosso e em Cuiabá e tem o candidato do prefeito Emanuel Pinheiro, o vice-prefeito José Roberto Stopa, que também é um nome que não se pode esquecer que é muito atuante nos bairros, então temos um quadro não muito favorável para um candidato com pouca afinidade política com a sociedade cuiabana. Hoje o botelho está entranhado na classe, A, B, C, D é um nome que reúne muito mais potencial numa vitória eleitoral do que o Fabio Garcia”, salientou.

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