OPERAÇÃO CONVESCOTE

Justiça desbloqueia bens de três alvos do Gaeco, em MT

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O ex-assessor parlamentar Tschales Franciel Tschá, diferente dos outros dois réus, porém, se beneficiou com o desbloqueio de bens em razão de um acordo de não persecução cível firmado por ele e o MPMT. As fraudes reveladas na operação “Conveste” também envolveriam a Fundação de Apoio ao Ensino Superior Público Estadual (Faespe), ligada à Unemat.

As investigações relativas ao TCE/MT apontam que o técnico de controle público externo, Marcos José da Silva, detinha o controle sobre quais empresas prestariam os serviços dos convênios da Faespe com o Tribunal. As organizações escolhidas por ele só existiam no papel e emitiam notas fiscais superfaturadas de serviços que não eram realizados. Na época das fraudes ele ocupava o cargo de Secretário Executivo da Administração do órgão, responsável pelo gerenciamento de todos os convênios e contratos da Instituição.

A denúncia sugere que Marcos tinha como braço direito no esquema sua própria esposa, Jocilene Rodrigues de Assunção, que era responsável por “aliciar” as empresas fantasmas que emitiam as notas fiscais superfaturadas. Um dos “empresários” que faziam parte do esquema afirmou que 75% dos pagamentos feitos a ele retornavam ao servidor do TCE/MT.

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A fraude contava ainda com uma funcionária do Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob), considerada pelo Gaeco como “o braço da organização criminosa” dentro da instituição financeira. Elizabeth Aparecida Ugolini, conhecida como “Bete”, permitia que os membros da suposta quadrilha gerenciassem contas bancárias de terceiros sem autorização. Ela teria recebido pelo menos R$ 5.395,00 de Jocilene Assunção por sua ajuda no esquema.

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