BRIGA NA JUSTIÇA
Juiz não vê crime de Marcos Paulista contra a vereadora Ideiva Foletto
O juiz eleitoral, Cassio Luis Furim, de Lucas do Rio Verde, ordenou ontem (27) o arquivamento dos autos do inquérito policial aberto no ano passado contra o vereador Marcos Paulista, ele teria sido denunciado por violência política contra a mulher após chamar na tribuna do legislativo sua colega de parlamento, Ideiva Rasia, de “oportunista”, “ladra de ideias”, “hiena” e “capacho do prefeito”.
Marcos Paulista também acabou virando alvo de comissão parlamentar de inquérito (CPI), mas foi absolvido.
Marcos Paulista foi então indiciado pela Polícia Civil em julho do ano passado, mas a decisão judicial acolheu o requerimento do Ministério Público Eleitoral, que deu parecer pelo arquivamento por entender “pela ausência de dolo específico”, ou seja, não havia base para deflagração de denúncia.
A briga entre os parlamentares ocorreu após durante sessão Plenária da Câmara, no mês de julho do ano passado, quando os vereadores discutiam a revisão geral anual (RGA) dos professores da rede básica de ensino.
Ainda à decisão, o magistrado destacou que em discussões no âmbito parlamentar, troca de farpas ou críticas ácidas são naturais.
“Sessões legislativas são marcadas por intensos e acalorados debates de projetos e ideias, próprios da finalidade da casa, e, em um ambiente assim, não é incomum a ocorrência de conflitos, impropérios, crítica ácida, comparação mordaz, de uso de tom caricatural”, destacou o magistrado.
Conforme o advogado vereador, Heitor Marquezi, seu cliente poderia ter sido mais cauteloso durante o debate no legislativo, independente do gênero. Mas ele destacou que Paulista reconheceu o erro ainda na tribuna.

“Como analisou o magistrado nas sentenças, não há dúvidas de que o parlamentar/meu cliente poderia ter cuidado melhor do seu discurso a fim de promover uma dialética republicana mais saudável e se distanciar dos aspectos insultuosos a que somos tentados em um debate conflagrado, independente do gênero da pessoa a qual se contrapõe, reconhecimento esse que meu próprio cliente já tinha feito em tribuna”, alegou Marquezi.
Defesa aciona Ideiva
O advogado afirmou que acionou a parlamentar por danos morais, pedindo o valor de R$ 48,4 mil pela publicação em redes sociais de que a justiça estava sendo feita e que Marcos Paulista teria cometido um crime. No entanto, à época, o processo estava sob vista.
Segundo o advogado, embora Paulista tenha tido um embate acalorado, estava na condição de parlamentar, enquanto Ideiva, acusa, partiu para uma alegação falsa nas redes sociais. A juíza Gisele Alves Silva, do Juizado Especial Cível e Criminal de Lucas do Rio Verde, determinou a retirada do conteúdo no dia 18 de agosto do ano passado. A ação segue em trâmite.
Terra MT Digital com informações com Rr news
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