SAÚDE
Ministério da Saúde descarta quadro de poliomielite no Pará
Nesta sexta-feira (7), o Ministério da Saúde descartou a ocorrência de um caso de poliomielite na criança de 3 anos com suspeita de paralisia infantil, no Pará . A pasta foi notificada sobre o caso nessa quinta (6), mas, após investigações, negou a possibilidade de o quadro do menino estar relacionado à doença.
A criança começou a apresentar os sintomas em 21 de agosto, com febre, dores musculares, mialgia e um quadro de paralisia flácida aguda, um dos sintomas mais característicos da poliomielite . Dias depois, perdeu a força nos membros inferiores e foi levada a uma Unidade Básica de Saúde (UBS) no dia 12 de setembro, no município de Santo Antônio do Tauá, no nordeste do estado.
A Sespa informou que presta toda a assistência ao paciente, que se recupera em casa, e que atua para a rápida investigação e esclarecimento do caso.
A suspeita da doença se deu devido à detecção do poliovírus nas fezes do paciente, em exame realizado diante da apresentação de sintomas como paralisia nos membros inferiores.
O Ministério da Saúde informou que não há registro de circulação viral de poliomielite no Brasil. De acordo com a pasta, os sintomas foram sentidos pela criança por efeitos adversos ligados ao imunizante. O paciente não estava com o esquema vacinal completo.
“A criança foi atendida ambulatorialmente, não chegou a ser internada, evoluindo bem com recuperação da força muscular e permanece com discreta claudicação em membro inferior esquerdo”, afirmou a pasta em nota.
A vacinação contra a pólio por via oral, com as gotinhas, só está prevista no Brasil para crianças que já foram imunizadas com as três doses da vacina injetável intramuscular, o que não teria acontecido nesse caso.
De acordo com a Secretaria de Saúde do Pará (Sespa), o menino começou a apresentar sintomas 24 horas depois de tomar a vacina via oral, a VOP (conhecida popularmente como “gotinha”).
“Quanto ao histórico vacinal da criança, foi verificado que estava incompleto e que ela não recebeu as doses da VIP previamente. Ao analisar a carteira, a criança possuía duas doses de VOP, o que está em desacordo com as normas do Programa Nacional de Imunizações (PNI)”, afirmou a Sespa em comunicado.
A Saúde reforçou que a vacinação da criança estava incompleta e em desacordo com o PNI. “Não se trata de poliomielite, mas sim de um caso de Paralisia Flácida Aguda (PFA) supostamente atribuível à vacina VOP”, pontuou a pasta. Segundo o Ministério, a amostra detectada nos exames da criança não tem caráter transmissível e “não altera o cenário epidemiológico no território nacional”.
“O Ministério da Saúde reforça que pais e responsáveis vacinem suas crianças com todas as doses indicadas para manter o país protegido da poliomielite , doença erradicada no Brasil.”
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Fonte: IG SAÚDE
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