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VEJA O VÍDEO: Mulher é torturada, tem cabelo cortado à força e médicas acabam presas

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Um caso de extrema gravidade veio à tona após a circulação de um vídeo nas redes sociais mostrando uma mulher boliviana sendo humilhada e tendo o cabelo cortado à força. A situação, investigada pela Polícia Federal, resultou na prisão de duas médicas suspeitas de envolvimento nos crimes de tortura, sequestro e cárcere privado.

O caso ocorreu em Guajará-Mirim, em Rondônia. As suspeitas foram presas no domingo (18), após decisão da Justiça. A prisão preventiva das duas foi decretada pela 1ª Vara de Garantias de Porto Velho.

As imagens que circulam nas redes sociais fazem parte do conjunto de provas da investigação. No vídeo, a vítima aparece sentada em uma cadeira enquanto uma das investigadas corta seu cabelo contra sua vontade. Em outro trecho, a segunda suspeita faz comentários que, segundo a apuração, indicariam uma possível motivação passional, aumentando ainda mais o caráter humilhante e psicológico da agressão.

De acordo com a Polícia Federal, as investigadas chegaram a ser consideradas foragidas, já que não foram localizadas durante o cumprimento dos mandados expedidos na Operação Bisturi, deflagrada no dia 14 de janeiro. A PF informou ainda que havia indícios de que as duas teriam deixado o Brasil com destino à Bolívia.

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A defesa das médicas, no entanto, contesta essa versão. Segundo os advogados, as investigadas teriam se apresentado voluntariamente às autoridades assim que tomaram conhecimento da decisão judicial que determinava as prisões.

 

As investigações apontam que a vítima teria sido atraída ao Brasil sob falso pretexto. Ao chegar em território brasileiro, ela teria sido dopada e levada para um local isolado, onde foi mantida em cárcere privado.

Ainda conforme a apuração, a mulher sofreu agressões físicas, teve o cabelo cortado à força e foi submetida a intenso sofrimento psicológico. O crime teria ocorrido na presença do filho menor da vítima, o que agrava ainda mais a gravidade do caso investigado.

Durante as diligências, a Polícia Federal localizou um imóvel que teria sido usado como cativeiro. Dentro da residência, os agentes encontraram mechas de cabelo com características semelhantes às da vítima, além de objetos que podem ter sido utilizados durante as agressões.

Todo o material apreendido foi encaminhado para perícia técnica.

O caso segue sob investigação da Polícia Federal, que busca esclarecer todos os detalhes do crime, possíveis agravantes e eventual participação de outras pessoas. As suspeitas permanecem à disposição da Justiça enquanto o inquérito avança.

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