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Vice-presidente da República e ministros condenam ataques em Brasília

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Vários ministros e ministras do governo federal condenaram os atos antidemocráticos que resultaram em invasões e depredações do Palácio do Planalto, Supremo Tribunal Federal (STF) e Congresso Nacional. O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, classificou como barbárie as ações dos manifestantes.

“A barbárie de hoje é efeito direto da irresponsabilidade de todos que apoiam, financiam ou se omitem diante de atos antidemocráticos. Que sejam, na forma da lei, punidos em nome da República e da democracia, covardemente atingidas mais uma vez. A intervenção decretada pelo presidente Lula dará início à necessária apuração das responsabilidades criminais”, disse Alckmin.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, disse que as ações de ontem (8) foram “um crime anunciado contra a democracia, contra a vontade das urnas e por outros interesses”. Dino responsabilizou o governo do Distrito Federal e disse que o governo federal seguirá com operações cabíveis para o restabelecimento da ordem pública.

Alexandre Padilha, ministro das Relações Institucionais, afirmou que o que aconteceu em Brasília “não é opinião divergente, mas um ataque à democracia. A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, foi outra que repudiou os ataques. “A atitude criminosa e radical de golpistas, ao afrontarem os poderes, invadindo o Congresso Nacional e vandalizando o STF e o Planalto, precisa de punição exemplar. Os líderes políticos coniventes, bem como os financiadores dessa ação, devem ser responsabilizados com rigor”.

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Ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Paulo Pimenta disse ter certeza de que a maioria do povo brasileiro quer união e paz para que o país siga em frente, e que os atos de ontem são a manifestação de uma “minoria golpista”.

O ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, classificou os atos como “insanos e terroristas” e responsabilizou o ex-presidente Jair Bolsonaro por incentivar essa situação.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que os atos devem receber forte condenação por parte da sociedade e serem punidos com o rigor da lei, enquanto Camilo Santana, titular da Educação, disse que a “constante ameaça” à democracia brasileira não pode mais ser tolerada.

Para o ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, as pessoas envolvidas nos atos e seus financiadores devem ser identificados e exemplarmente responsabilizados. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, disse que os responsáveis pelos ataques de ontem são “criminosos, terroristas, vândalos que nos envergonham”.

Também houve condenações por parte dos ministros da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes; da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos; de Minas e Energia, Alexandre Silveira; do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho; do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira; e da Secretaria-Geral da Presidência, Marcio Macedo.

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Outros ministros que repudiaram os ataques foram Anielle Franco (da Igualdade Racial), Sonia Guajajara (dos Povos Indígenas), Ana Moser (do Esporte), Renan Filho (dos Transportes), Márcio França (dos Portos e Aeroportos), Juscelino Filho (das Comunicações), Wellington Dias (do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome), Carlos Fávaro (da Agricultura e Pecuária) e André de Paula (da Pesca e Aquicultura).

Edição: Graça Adjuto

Fonte: EBC Política Nacional

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