TRÁFICO DE DROGAS

Polícia Federal cumpre quase 200 mandados em operação contra o tráfico internacional de cocaína

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Mandados emitidos pela Justiça Federal do Tocantins são cumpridos em 13 estados do país. Investigação começou em novembro de 2020, após apreensão de 815 kg de cocaína no Pará.

A Polícia Federal faz nesta quarta-feira (26) uma operação contra o tráfico internacional de drogas. São 195 ordens judiciais, sendo 28 mandados de prisão preventiva e 59 ordens de busca e apreensão em 13 estados, além de sequestro de bens. A ação, chamada de Rota Caipira, apura o tráfico de cocaína produzida na Bolívia, no Peru e na Colômbia que eram transportadas para o Brasil.

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Além das prisões e buscas, a Justiça determinou a apreensão de 16 aeronaves, sequestro de três propriedades rurais e bloqueio de valores que podem totalizar R$ 300 milhões. Os mandados foram expedidos pela 1º Vara Federal de Araguaína. Maços de dinheiro foram encontrados dentro de um tambor.

Os mandados são cumpridos nos estados de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Mato grosso, Piauí, Rondônia, Roraima, São Paulo, Amazonas, Tocantins, Maranhão, Ceará, Goiás.

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Um dos mandados é cumprido em uma concessionária de veículos em Araguaína, no norte do Tocantins.

A investigação começou em novembro de 2020, com uma troca de informações entre a Polícia Federal e a Polícia Militar do Pará, após a apreensão de 815 kg de cocaína em Tucumã (PA).

A Polícia Federal em Araguaína descobriu que a organização criminosa adquiria cocaína fora do país e realizava o transporte através de complexa estrutura aérea até pontos estratégicos localizados nos estados do Pará, Tocantins e Maranhão. A princípio, o destino final dos carregamentos eram as capitais nordestinas, como São Luís (MA), Teresina (PI) e Fortaleza (CE).

A polícia não descarta que a droga também tenha sido enviada para países da Europa, mas isso ainda é investigado.

Além da Polícia Federal, a operação conta com apoio da Agência Nacional de Petróleo (ANP) e da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e das polícias militares do Tocantins, Maranhão e Piauí.

Os investigados vão responder pelos crimes de associação, financiamento e tráfico internacional de drogas, organização criminosa internacional, lavagem de dinheiro praticada por organização criminosa, dentre outros crimes.

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