GERAL
Jovem é levado por rajada de vento durante voo de ‘paramotor’ e sobrevoa perdido por 3 horas
O jovem Osvaldo Henrique Gunther, 27 anos, passou por momentos difíceis após ser sugado por uma rajada de vento que o impediu de pousar o paramotor, (Paratrike) que pilotava. O rapaz que é morador de Primavera do Leste, está em Porto Alegre do Norte onde passa o fim de ano com familiares.
Praticante do esporte a mais de 7 anos Osvaldo Henrique contou a historia e disse nunca ter vivenciado uma situação parecida. Nunca tinha passado por uma situação do tipo, mas eu assumo que o erro foi totalmente meu, uma vez que assumi o risco de voar com aquelas condições climática contou o rapaz.
Osvaldo Henrique decolou com o equipamento por volta das 18h da tarde do aeroporto de Porto Alegre do Norte e só conseguiu pousar às 21hs em uma área de lavoura de uma fazenda de Canabrava do Norte.
Durante o voo perdido o jovem contou que tentava de toda maneira se manter lúcido e tranquilo, mas os fortes ventos e a chuvas tornavam as condições que já eram ruins, ainda pior. Quando eu vi que não daria mais para descer, comecei a voar em espiral, assim eu não iria mais para frente, porque o tempo estava ainda pior. Então fechei os olhos e comecei a rezar porque naquele momento achei que minha hora tinha chegado.

Henrique Gunther conta que as mãos e os pés começaram congelar quando ele entrou em uma nuvem. Minhas mãos e pés começaram a congelar devido ao intenso frio, não conseguia mais abrir a mão, eu só tentava manter o equipamento no ar disse o piloto.
Após mais de 3 horas sobrevoando os munícipios de Porto Alegre do Norte á Canabrava do Norte em uma distância aproximada de 100 km, o tempo deu uma pequena trégua e Henrique Gunther conseguiu pousar em uma área de lavoura. Uma pequena trégua no tempo e conseguir fazer um pouso muito tranquilo, como já estava de noite eu visualizava o chão através dos relâmpagos que clareava a área pouso.
Após pousar, outra forte chuva acompanhada de ventos voltou a cair na região, o jovem contou que se abrigou por ali mesmo. Conferi o equipamento vi que não estava danificado, então peguei a lona e montei uma espécie de barraca, me acomodei sobre o banco e ali passei a noite, no dia seguinte arrastei o Paratrike por uma distância de 2 km, foi quando avistei uma fazenda. Após uma hora de caminhada cheguei ao local onde não tinha ninguém, subi em uma árvore e consegui ligar para meus familiares explicou o sobrevivente.
Henrique Gunther foi resgatado por volta das 9h da manhã de domingo, (22), sem ferimentos e com o equipamento sem danos.
Agora vou ficar mais atento quando for fazer outro voo, o esporte em si é muito seguro e divertido. Temos que apenas tomar certos cuidados como qualquer outra modalidade, o que aconteceu comigo foi um caso isolado finalizou Henrique.
Agência da Notícia
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