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Cacique Xavante de Mato Grosso Nega Recebimento de Apoio Financeiro para Protestos em Brasília

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José Acácio Serere Xavante, um cacique indígena de 42 anos e pastor evangélico de Campinapolis, Mato Grosso, negou veementemente, durante seu depoimento à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos Atos Antidemocráticos da Câmara Legislativa do Distrito Federal, ter recebido qualquer apoio financeiro para participar de protestos em Brasília.

 

 O cacique, que está detido no Presídio da Papuda, em Brasília, desde 12 de dezembro do ano passado, por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, foi flagrado liderando manifestações contrárias à vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais.

 

A investigação dos parlamentares distritais está relacionada aos eventos de 8 de janeiro, que culminaram na depredação de edifícios importantes, incluindo o Palácio do Planalto, o Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional.

 

No depoimento, Serere foi questionado sobre sua relação com um fazendeiro de Mato Grosso, Didi Pimenta, que supostamente teria financiado a ida de indígenas para o acampamento em frente ao Quartel General do Exército, em Brasília. O cacique negou conhecer pessoalmente o fazendeiro e afirmou que muitas pessoas o mencionam de maneira equivocada.

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Entretanto, o depoimento do cacique foi confrontado com um vídeo de Didi Pimenta, no qual ele afirma ter reunido recursos para enviar indígenas a Brasília para protestar contra o resultado das eleições de 2022.

 

O advogado de Serere alegou que, como liderança indígena, o nome de seu cliente é frequentemente usado indevidamente por pessoas que não o conhecem. O presidente da CPI, deputado Chico Vigilante (PT), anunciou que vai propor a quebra do sigilo bancário, fiscal e telefônico tanto de Serere quanto de Didi Pimenta.

 

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