POLÍCIA
DHPP: Mãe quis fazer Just1ça com as própri4s mã0s e pode ter tir4do vid4 de in0cente
Família acreditava que o empresário Nenê Games estivesse envolvido na morte de Girlei Silva da Silva e conforme as investigações da polícia, teria encomendado a morte dele.
O delegado Nilson Farias, da Delegacia de Homicídio e Proteção a Pessoa (DHPP) disse em entrevista coletiva realizada na quinta-feira (04), que Jocielene Barreiro da Silva, 60 anos, e o filho dela Wanderley Barreiro da Silva, de 31, presos após serem apontados como mandantes da execução do empresário Gersino Rosa dos Santos, podem ter tirado a vida de um inocente.
As investigações realizadas pela DHPP, apontaram que a família acreditava que o empresário teria envolvimento na morte de Girlei Silva da Silva, conhecido como “Maranhão”, filho de Jocilene e irmão de Wanderley, porque houve uma discussão entre os dois motivados pelo conserto de um celular. O rapaz foi morto em novembro do ano passado no bairro Santa Laura.
“A mãe estava, segundo foi investigado, muito ansiosa para que acontecesse o crime para ver se dava um acalento no seu coração por perder seu filho. Mas não é assim que se resolvem as coisas. As leis existem para ser seguidas”, disse o delegado.
“Quiseram fazer Justiça com as próprias mãos. No entanto, a investigação da morte do ‘Maranhão’, que corre aqui na delegacia, até o momento, não tinha o empresário como suspeito. Pode ser que a vítima nem tenha relação com o crime e, infelizmente, por uma avaliação precipitada, acabou pagando com a própria vida”, completou.
Com a informação de que o empresário poderia estar envolvido na morte de Maranhão, a DHPP irá analisar o caso, tendo em vista que o inquérito da morte do rapaz ainda não foi concluído.
Os dois, mãe e filho, foram presos na terça-feira (02), na cidade de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. A prisão deles aconteceu dias após o atirador, Silvio Junior Peixoto, ter sido capturado na cidade de Uberlândia–MG. Para a polícia, Silvio contou que foi contratado para executar o empresário pela quantia de R$ 10 mil.
Relembre o caso
Gersino, conhecido como “Nenê Games”, foi morto a tiros em novembro do ano passado dentro do Shopping Popular, localizado na região do Porto, na Capital. Na ocasião, Cleyton de Oliveira de Souza, de 27 anos, que trabalhava numa loja vizinha, foi morto por acidente.
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