CUIABÁ
Entregadora denuncia lanchonete que proíbe vender comida para motoboys: “Me senti mal”
A entregadora Jéssica Cristina, de 27 anos, revelou nas redes sociais um episódio de preconceito que enfrentou em um estabelecimento alimentício de Cuiabá. Trabalhando há um ano e sete meses como entregadora entre Cuiabá e Várzea Grande, Jéssica relatou que, no dia 28 de maio, foi impedida de comprar um pastel por um funcionário do estabelecimento.
O vídeo que ela postou sobre o incidente já conta com quase 30 mil visualizações e centenas de comentários de apoio. Em nota, a loja afirmou que oferece descontos para entregadores e que a profissional quer descontar seu “mau dia” no estabalecimento.
Segundo Jéssica, o funcionário se recusou a lhe vender – o pastel, argumentando que isso atrasaria a entrega do pedido de um cliente. “Eu iria levar o pastel para comer depois, mas mesmo assim ele disse que não iria vender”, explicou a motogirl no vídeo.
Em entrevista ao VGN, Jéssica contou que se sentiu profundamente abalada pela situação. “Me senti tão mal, foi como se eu tivesse pedido um prato de comida ou um favor”, lamentou. Sobre se imaginava passar por um preconceito assim, Jéssica refletiu: “Não dessa forma, porque todos os dias passamos por algum tipo de preconceito”.
Quando perguntada sobre o que diria ao funcionário para se defender, Jéssica afirmou que preferiu não confrontá-lo, acreditando que a discussão não valeria a pena. “Quem perdeu uma cliente foi ele”, concluiu.
A repercussão do caso nas redes sociais foi imediata. A internauta Larissa Moreira compartilhou nos comentários que também já teve problemas com o mesmo estabelecimento, relatando um atendimento rude e desrespeitoso.
Outro lado
Em resposta às acusações, o estabelecimento alimentício afirmou que essa é a primeira vez que enfrentam problemas com um trabalhador da classe. A empresa acusou Jéssica de criar várias contas falsas para perseguir a loja.
Em nota, a empresa explicou que os entregadores têm desconto na loja e detalhou sua versão do ocorrido. Segundo a empresa, Jéssica chegou ao local acompanhada do namorado e esperou cerca de 20 minutos pelos pedidos. Quando pediu o pastel, foi orientada a voltar depois para evitar que os pedidos esfriassem. A empresa lamentou o ocorrido e sugeriu que Jéssica estava descontando suas frustrações de um possível “mau dia” neles.
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