DESVIO MILIONÁRIO

Funcionário de gigante mato-grossense comprou carros de luxo e apartamentos de R$ 1 milhão com dinheiro desviado

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Suspeito tinha salário de R$ 7 mil e ostentava viagens nas redes sociais; rombo pode passar de R$ 15 milhões

Funcionário de confiança desviou milhões duplicando ordens de transporte

O funcionário Welliton Dantas, de 29 anos, foi preso nesta quinta-feira (13), em Cuiabá, suspeito de desviar mais de R$ 10 milhões do Grupo Bom Futuro, uma das maiores empresas do agronegócio de Mato Grosso. Ele atuava havia mais de 13 anos na gestão da frota de transporte de gado e, segundo a Polícia Civil, usava o cargo para emitir ordens de pagamento falsas em nome de empresas que não prestavam qualquer serviço ao grupo.

De acordo com o delegado Pablo Carneiro, da Delegacia de Estelionato e Outras Fraudes, Weliton se aproveitava de movimentos internos legítimos da empresa para duplicar solicitações de transporte e direcionar o pagamento para empresas de fachada.

“Ele gerava uma solicitação de transporte duplicada e efetuava o pagamento para uma empresa de fachada. Ontem mesmo havia emitido uma nota de R$ 200 mil referente ao transporte de gado, o que motivou o flagrante”, explicou o delegado.

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Carros de luxo, imóveis milionários e padrão de vida incompatível

Durante o cumprimento do mandado, a Polícia Civil apreendeu dois veículos de alto padrão adquiridos com o dinheiro do esquema:

  • Hyundai Creta zero quilômetro

  • Volvo XC90, avaliado em cerca de R$ 600 mil

Os carros estavam na posse do suspeito e foram encaminhados ao pátio da delegacia.

As investigações revelaram ainda que Weliton comprou um terreno e dois apartamentos avaliados em mais de R$ 1 milhão cada nos últimos dois anos — patrimônio completamente incompatível com o salário de aproximadamente R$ 7 mil que recebia.

O delegado confirmou que o investigado confessou o crime e admitiu ter comprado bens com o dinheiro desviado.

“Agora vamos concluir o flagrante e aprofundar as investigações para verificar se há outras pessoas envolvidas”, afirmou o delegado.

Rombo pode chegar a R$ 15 milhões

O setor de compliance do Grupo Bom Futuro identificou que o esquema pode ter ocorrido ao longo de dois a três anos, causando um prejuízo que pode se aproximar de R$ 15 milhões. A Polícia Civil investiga ainda se houve participação de outros funcionários ou empresas envolvidas na fraude.

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Weliton segue preso e deve responder por estelionato e fraude corporativa, além de ter os bens bloqueados para ressarcimento da empresa.

Vida de luxo nas redes sociais

Apesar do salário modesto para o padrão dos bens adquiridos, Weliton ostentava viagens, treinos em academia e momentos de lazer nas redes sociais. Em várias publicações, aparecia ao lado da esposa aproveitando passeios e viagens — rotina que agora integra o inquérito para comprovar o enriquecimento ilícito.

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