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NOVO LAUDO: perícia conclui que engenheiro era inimputável quando matou esposa e esfaqueou filha em Lucas do Rio Verde

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Nova avaliação psiquiátrica confirmou que o acusado não tinha capacidade de compreender seus atos no momento do crime e deverá cumprir medida de segurança em vez de pena de prisão.

Um novo laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu que o engenheiro agrônomo Daniel Bennemann Frasson, acusado de matar a esposa, Gleici Keli Geraldo de Souza, e tentar assassinar a filha de 7 anos, era inimputável no momento do crime. A avaliação foi realizada por uma junta oficial formada por três especialistas em psiquiatria forense e confirmou o entendimento do primeiro exame, elaborado em setembro de 2025.

Segundo a perícia, Daniel não possuía capacidade legal para compreender a gravidade de seus atos quando cometeu o crime. Com isso, ele não poderá ser condenado a uma pena de prisão, mas ficará sujeito a medidas de segurança, incluindo internação e acompanhamento psiquiátrico.

A Justiça já determinou sua internação. No entanto, como não há vagas no Hospital Psiquiátrico Adauto Botelho, foi autorizado que o Estado custeie o tratamento em uma clínica particular.

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O crime aconteceu em 24 de junho de 2025, na residência da família, em Lucas do Rio Verde. Conforme a investigação, Gleici foi atacada enquanto dormia e sofreu 16 facadas, morrendo ainda no local. A filha do casal, que tinha 7 anos na época, também foi atacada com oito golpes de faca — quatro no peito e quatro nas costas. A criança permaneceu 22 dias internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e sobreviveu.

Após os ataques, Daniel tentou tirar a própria vida e foi encontrado ferido dentro da residência, sendo socorrido e encaminhado para atendimento médico.

Durante a primeira avaliação psiquiátrica, o engenheiro afirmou que estava em tratamento havia cerca de 90 dias após receber diagnóstico inicial de síndrome de burnout. Ele relatou ter trocado de psiquiatra semanas antes do crime e informou que fazia uso de medicamentos controlados. Também declarou que dormia apenas duas horas por noite, apresentava irritabilidade, tristeza, agitação, confusão mental e dificuldade para organizar os pensamentos.

Ainda conforme o laudo, Daniel relatou aos peritos que, dias antes do crime, ouvia uma voz que repetia para ele “matar, matar, matar”. Segundo o documento, ele alternava pensamentos suicidas com impulsos homicidas, embora afirmasse manter uma rotina considerada normal e negar problemas no relacionamento familiar.

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No fim de 2025, diante de questionamentos do Ministério Público sobre o primeiro exame, a Justiça determinou a realização de uma nova perícia por uma junta oficial. O novo laudo confirmou que, no momento dos fatos, o acusado apresentava perda da capacidade mental para compreender o caráter ilícito de seus atos ou agir conforme esse entendimento.

O processo segue em tramitação na Justiça, que definirá a aplicação definitiva das medidas de segurança previstas para o caso.

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