- POLÍTICA NACIONAL

Flávio Bolsonaro vira aposta do pai para 2026 e tenta consolidar liderança do bolsonarismo

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou, nesta sexta-feira (5), a
pré-candidatura ao Planalto em 2026. Segundo ele, a indicação foi feita
pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, seu pai, durante visita à
Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A decisão reforça a
estratégia de manter o comando político do bolsonarismo no núcleo
familiar e redesenha a disputa na direita.

A escolha atinge aliados próximos. Cotado para a corrida nacional, o
governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tende a
concentrar esforços na reeleição. Flávio afirmou que pretende “dar
continuidade ao nosso projeto de nação”, sinalizando que buscará herdar
o eleitorado do pai e preservar as pautas do campo conservador.

A carreira de Flávio começou cedo. Em 2002, aos 21 anos, foi eleito
deputado estadual no Rio e tornou-se o mais jovem parlamentar da
legislatura iniciada em 2003. Cumpriu quatro mandatos consecutivos na
Alerj, onde atuou nas comissões de Segurança Pública, Defesa Civil,
Legislação Constitucional e Direitos Humanos. Ganhou projeção ao defender
endurecimento penal e reformas institucionais.

Na Assembleia, patrocinou a criação da Comissão Especial de
Planejamento Familiar, apresentada como medida para reduzir pobreza e
ampliar autonomia de famílias. Posicionou-se contra o sistema de cotas
raciais nas universidades e apoiou a redução da maioridade penal. Também
defendeu a pena de morte e manteve discurso favorável ao período militar
— temas que o colocaram em choque com entidades civis.

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Em 2016, disputou a Prefeitura do Rio pelo PSC. Ficou em quarto lugar,
com mais de 424 mil votos, e manteve a família em destaque na capital.
No primeiro debate televisivo, passou mal, deixou o palco e recusou
atendimento médico oferecido por adversários, episódio que ampliou sua
exposição. No mesmo ano, ele e um segurança trocaram tiros com
assaltantes na zona oeste; um suspeito foi baleado e fugiu.

A projeção nacional se consolidou em 2018. Flávio foi eleito senador
pelo Rio com mais de 4,3 milhões de votos. No Senado, ocupou a Terceira
Secretaria da Mesa e ampliou interlocução com a área de defesa e com
pautas ligadas ao Executivo federal. Em 2019, recebeu a Ordem do Mérito
Naval, então entregue por Jair Bolsonaro, já na Presidência.

Desde então, manteve embates sobre política penal e direitos humanos,
alvo de críticas de setores progressistas. Reitera que, em sua avaliação,
há “exploração midiática” na defesa de criminosos. As declarações sobre
o período militar — descrito por ele como fase de “transição” com
“segurança e respeito” — seguem como marca de sua identidade política e
dividem opiniões.

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Com a benção do pai, Flávio tenta agora se afirmar como referência
nacional da direita. A movimentação altera cálculos de partidos do
campo conservador e antecipa alianças regionais para 2026. A campanha
ainda depende de definições internas no PL e de negociações com
siglas próximas, enquanto o senador trabalha para unificar a base e
ampliar alcance além do eleitorado bolsonarista.

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