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Advogado que matou idosa é transferido para cadeia de outra cidade em MT

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O advogado Paulo Roberto Gomes dos Santos, de 71 anos, acusado de atropelar e matar a idosa Ilmes Dalmis Mendes da Conceição, de 72 anos, na Avenida da FEB, em Várzea Grande, foi transferido para a Penitenciária Major PM Eldo de Sá Corrêa, conhecida como Presídio da Mata Grande, em Rondonópolis (212 km de Cuiabá).

A transferência ocorreu após decisão judicial durante audiência de custódia, que manteve a prisão preventiva do investigado. O crime aconteceu na manhã da última terça-feira (20) e foi registrado por câmeras de segurança instaladas na região.

Imagens mostram momento do atropelamento

De acordo com as investigações, a vítima havia concluído a travessia da avenida quando foi atingida por uma picape Fiat Toro branca, conduzida pelo advogado, que trafegava em alta velocidade. Com o impacto, a idosa foi arremessada para o outro lado da pista e acabou sendo atingida por outro veículo que seguia no sentido contrário.

Ilmes morreu ainda no local. Partes do corpo ficaram espalhadas pela via, o que gerou forte comoção entre testemunhas.

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Suspeito fugiu sem prestar socorro

Em depoimento, Paulo Roberto negou ter atropelado a idosa. Ele alegou que estava com a “cabeça cheia” no momento do ocorrido e afirmou que a vítima teria colidido contra seu veículo. O advogado também disse que não parou para prestar socorro por medo de ser agredido por populares.

No entanto, segundo a Polícia Civil, duas testemunhas apontaram o advogado como autor do atropelamento, além de destacarem a gravidade da conduta por ele ter deixado o local sem qualquer tentativa de socorro.

Prisão domiciliar foi negada

A defesa chegou a solicitar a conversão da prisão em domiciliar, alegando problemas de saúde, como hipertensão arterial, trombose e diabetes mellitus. O pedido, porém, foi negado pela Justiça, que entendeu que as enfermidades, apesar de exigirem acompanhamento médico, não são incompatíveis com o regime de prisão preventiva, uma vez que podem ser tratadas no sistema prisional.

A transferência para Rondonópolis levou em consideração, além do estado de saúde, o fato de a unidade possuir Sala de Estado Maior, estrutura destinada a advogados presos.

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Investigação segue em andamento

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que apura as circunstâncias do atropelamento e eventuais responsabilidades penais. A morte da idosa gerou revolta e reacendeu debates sobre imprudência no trânsito e impunidade em casos de violência viária em Mato Grosso.

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