POLÍCIA
Alunos de 12 anos tentam envenenar professora para evitar prova recuperação; veja vídeo
Um caso grave registrado em uma escola estadual de Salvador (BA) mobilizou autoridades educacionais e policiais após quatro alunos de 12 anos serem investigados por suspeita de planejar uma tentativa de envenenamento contra duas professoras, com o objetivo de evitar a recuperação escolar.
O episódio ocorreu no Colégio Estadual Edson de Souza Carneiro, localizado no bairro São Caetano. De acordo com as apurações iniciais, três meninas e um menino teriam combinado colocar uma substância tóxica, conhecida popularmente como “chumbinho”, em balas que seriam oferecidas às professoras das disciplinas de Matemática e Inglês.
Plano foi descoberto antes da execução
O plano, no entanto, não chegou a ser executado. Outros estudantes tomaram conhecimento da intenção e alertaram a direção da escola, que agiu de forma imediata para impedir qualquer risco. Nenhuma substância foi utilizada e nenhuma professora ficou ferida.
Em um áudio encaminhado a colegas da rede estadual, uma das docentes relatou o impacto emocional ao ser informada sobre o caso e fez um alerta aos profissionais da educação. “Fiquei estarrecida e sem reação. Precisamos redobrar a atenção e, infelizmente, não aceitar mais nada dos alunos”, afirmou.
Providências adotadas pela escola e autoridades
Após a denúncia, a direção do colégio convocou os responsáveis legais dos alunos envolvidos e acionou profissionais da rede de proteção, incluindo equipes psicossociais. Durante as reuniões, os adolescentes teriam admitido a intenção, segundo relatos preliminares.
O caso foi registrado na Delegacia para o Adolescente Infrator (DAI), que conduz a investigação para apurar as circunstâncias e possíveis responsabilizações, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Secretaria de Educação se manifesta
Em nota, a Secretaria da Educação do Estado da Bahia informou que a gestão escolar adotou todas as medidas necessárias, com reuniões envolvendo famílias, profissionais da saúde e equipes pedagógicas. A pasta destacou que está oferecendo apoio psicológico às professoras e acompanhamento aos alunos, além de reforçar ações preventivas e educativas nas unidades de ensino.
O caso segue sob investigação e reacende o debate sobre saúde mental, ambiente escolar e prevenção de situações de violência nas escolas.
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