reviravolta
PC confirma estupro em delegacia e abuso de poder; vítima tem nova prisão decretada
A Polícia Civil de Mato Grosso concluiu o inquérito que apurou um caso de abuso sexual ocorrido no interior da delegacia de Sorriso, no norte de Mato Grosso. O fato veio à tona após requisição do Ministério Público, ainda na primeira quinzena de dezembro de 2025.
Segundo a investigação, a vítima estava custodiada na unidade policial, em razão do cumprimento de um mandado de prisão temporária por homicídio, quando teria sido submetida a abuso sexual por um servidor da instituição. Diante da gravidade das informações, a Polícia Civil instaurou imediatamente inquérito para apuração dos fatos.
Durante as investigações, foram realizadas oitivas de outras detentas que dividiam a cela com a vítima, além de policiais plantonistas. Também foram requisitados exames periciais, incluindo o confronto de material genético, que indicou compatibilidade entre o material biológico coletado da vítima e o do servidor investigado.
Com base no resultado pericial, a delegacia representou pela prisão preventiva do investigado, além da expedição de mandado de busca e apreensão e da quebra de sigilo de dados telefônicos. As medidas foram deferidas pela Justiça e cumpridas no dia 1º de fevereiro, quando o servidor foi preso preventivamente e encaminhado à Cadeia Pública de Chapada dos Guimarães, após audiência de custódia.
Paralelamente, a Corregedoria-Geral da Polícia Civil instaurou procedimento administrativo disciplinar para apurar a conduta funcional do servidor e adotar as providências legais cabíveis.
Situação da vítima
No decorrer das investigações, a delegacia chegou a representar pela revogação da prisão temporária da vítima, para que ela respondesse em liberdade até a conclusão do inquérito relacionado ao homicídio. No entanto, posteriormente, foi decretada nova prisão preventiva, desta vez pelos crimes de tortura e organização criminosa. Atualmente, ela é considerada foragida da Justiça.
Nota da Polícia Civil
Em nota, a delegada-geral Daniela Maidel afirmou que se trata de um caso isolado e reforçou que a instituição não tolera qualquer prática criminosa cometida por seus servidores, destacando que todas as denúncias são apuradas com rigor, transparência e respeito aos direitos humanos.
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