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Falso delegado que dopava vítimas e cometia estupros é preso pela Polícia Civil no DF

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A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu preventivamente um homem de 41 anos investigado por se passar por delegado de polícia para dopar e estuprar mulheres no Distrito Federal. A prisão foi realizada por equipes da 21ª Delegacia de Polícia de Taguatinga Sul após investigação iniciada a partir da denúncia de uma jovem de 23 anos.

De acordo com a apuração policial, o suspeito marcava encontros com mulheres sob o pretexto de oferecer oportunidades de emprego. Em um dos casos investigados, o crime ocorreu na noite de terça-feira (10), em uma lanchonete de Águas Claras.

Segundo o relato da vítima, ela acreditava que participaria de uma entrevista de trabalho. Durante a conversa, o homem pediu refrigerante e, em determinado momento, ofereceu a própria bebida. Pouco tempo após ingerir o guaraná, a jovem começou a sentir forte sonolência e passou a ficar grogue.

A vítima contou que, ao perceber o mal-estar, disse que iria embora e recusou a oferta do suspeito de levá-la para casa, afirmando que chamaria um carro de aplicativo. A partir desse momento, ela não se recorda mais do que aconteceu.

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Conforme relatado à polícia, a jovem permaneceu dopada por mais de 24 horas dentro da casa do investigado, localizada em Águas Claras. Ela recuperou parcialmente a consciência apenas na manhã do dia seguinte, quando percebeu que estava nua na cama do suspeito, que vestia apenas cueca.

Ainda desorientada, a vítima conseguiu se vestir e deixar o imóvel. Em estado de choque, ela entrou em um carro de aplicativo. O motorista, ao notar que a passageira estava muito abalada, decidiu levá-la diretamente à 17ª Delegacia de Polícia de Taguatinga Norte, onde o caso foi registrado.

A jovem passou por exame de corpo de delito e recebeu atendimento médico, incluindo medicação preventiva e coleta de vestígios para perícia.

Durante as investigações, a Polícia Civil identificou que o homem costumava exibir fotos fardado e afirmava ser policial para ganhar a confiança das vítimas. O contato com a jovem ocorreu por meio de um aplicativo de relacionamento, após uma amiga dela conhecer o suspeito na plataforma.

Segundo a polícia, ele afirmava trabalhar como delegado e dizia poder ajudar pessoas a conseguir emprego. Como a vítima estava no Distrito Federal para cursar direito e buscava trabalho, acabou aceitando o encontro.

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Ainda de acordo com registros judiciais, o investigado já responde a processos por violência doméstica e uso ilegítimo de uniforme ou distintivo.

A Polícia Civil informou que o inquérito segue em andamento e que a investigação busca identificar possíveis outras vítimas. Até o momento, a defesa do suspeito não se manifestou sobre o caso. O espaço segue aberto para eventuais posicionamentos.

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