MATO GROSSO
JUSTIÇA MANTÉM PRESO EMPRESÁRIO ACUSADO DE HOMICÍDIO EM SORRISO-MT
Uma nova decisão da Justiça manteve preso o empresário Gabriel Júnior Tacca, acusado de mandar matar o próprio amigo em Sorriso (MT). O juiz Rafael Depra Panichella, da 1ª Vara Criminal, negou o pedido de liberdade e reforçou a permanência da prisão preventiva.
Na decisão, publicada nesta quarta-feira (26), o magistrado destacou que os motivos que levaram à prisão continuam válidos, e que os argumentos da defesa já foram analisados, inclusive por instâncias superiores. “Ainda permanecem hígidos os motivos que ensejaram a sua prisão”, afirmou.
De acordo com as investigações da Polícia Civil, o crime ocorreu na madrugada de 22 de março do ano passado, em uma distribuidora de propriedade do empresário, no bairro Village. A vítima, Ivan Michel Bonotto, de 35 anos, foi esfaqueada em uma ação que teria sido simulada como briga de bar.
O inquérito aponta que Gabriel teria contratado Danilo Guimarães para executar o homicídio. Ivan chegou a ser socorrido e levado ao Hospital 13 de Maio, onde apresentou melhora inicial, mas morreu no dia 13 de abril, após sofrer parada cardiorrespiratória.
O empresário foi preso temporariamente em julho de 2025, tendo a prisão convertida em preventiva em setembro do mesmo ano. Ele responde por homicídio qualificado e fraude processual, e segue detido no Centro de Ressocialização de Sorriso. O suposto executor também permanece preso.
Durante as investigações, Gabriel e Danilo apresentaram versões idênticas, alegando desconhecer a vítima e atribuindo o crime a uma briga envolvendo consumo de álcool. No entanto, a polícia identificou contradições e comprovou que havia relação de amizade entre os envolvidos.
Imagens de câmeras de segurança indicaram que a vítima foi atraída ao local e atacada pelas costas. A investigação também revelou que Ivan mantinha um relacionamento extraconjugal com a esposa do empresário, a médica Sabrina Iara de Mello.
Segundo o inquérito, Sabrina teria utilizado sua posição profissional para retirar o celular da vítima no hospital e apagar arquivos, o que pode caracterizar fraude processual. Ela foi alvo de busca e apreensão durante a Operação Inimigo Íntimo.
A audiência de instrução e julgamento teve início no último dia 17, com a oitiva de testemunhas. O juiz também determinou a solicitação de dados à Meta e a operadoras de telefonia. A continuidade da audiência está marcada para o dia 17 de abril.
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