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Pastor afastado após traição tenta voltar ao comando de igreja, mas Justiça nega pedido em Cuiabá

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A Justiça negou o pedido do pastor Davi Joaquim de Lima, que buscava retornar à presidência da Igreja Batista Getsemani, conhecida como Gerar Igreja Batista, após ter sido afastado do cargo em Cuiabá.

A decisão foi proferida pela juíza Sinii Savana Bosse Saboia Ribeiro, que entendeu não haver elementos suficientes, neste momento, para intervenção do Judiciário na organização interna da instituição religiosa.

Conforme consta no processo, o pastor afirma que atua há décadas na igreja e que, no fim de 2025, foi levado a confessar um relacionamento extraconjugal a lideranças da comunidade. Após o episódio, a diretoria determinou seu afastamento por seis meses, com recomendação de tratamento espiritual e psicológico.

O religioso alega que a medida viola sua liberdade pessoal, além de sustentar que houve irregularidades no processo que resultou em seu afastamento. Segundo ele, a assembleia que deliberou sobre sua saída não seguiu as normas previstas no estatuto da igreja, o que teria comprometido seu direito de defesa.

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Na ação, o pastor solicitou, em caráter de urgência, a suspensão dos efeitos da assembleia e o reconhecimento imediato de sua permanência como presidente da instituição.

Decisão judicial

Ao analisar o caso, a magistrada destacou que organizações religiosas possuem autonomia garantida pela Constituição Federal para definir sua estrutura interna, funcionamento e escolha de lideranças.

Segundo a decisão, a atuação do Poder Judiciário deve ocorrer apenas em situações excepcionais, quando houver ilegalidade evidente que afete direitos civis fora do âmbito religioso.

A juíza também pontuou que suspender decisões tomadas em assembleia poderia gerar instabilidade na administração da igreja, além de representar interferência indevida do Estado em questões internas da entidade.

Com isso, o pedido de tutela de urgência foi negado.

O processo segue em tramitação e ainda deve passar por audiência de conciliação.

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