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Chamado de “Lula” e “cotoco”, trabalhador sem dedo vence ação após humilhações em aeroporto; VEJA

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Um trabalhador do setor aeroportuário conseguiu vitória na Justiça após sofrer anos de humilhações e apelidos ofensivos dentro do ambiente de trabalho em Minas Gerais.

Segundo o processo, o funcionário, que possui deficiência física e não tem um dos dedos da mão, era constantemente chamado de “Lula”, “cotoco” e “sem dedo” por colegas e até superiores hierárquicos.

O caso aconteceu no setor de manutenção de aeronaves de uma companhia aérea.

Uma das situações mais revoltantes relatadas no processo envolveu a criação de um dedo artificial de borracha feito em impressora 3D, que foi deixado sobre a mesa do trabalhador em tom de deboche.

Testemunhas confirmaram à Justiça que as humilhações eram frequentes no ambiente profissional.

Além dos apelidos, colegas faziam comentários ofensivos como “cola o dedo” e “usa o dedo para bater o ponto”, sem qualquer intervenção da chefia da empresa.

O caso foi analisado pelo Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais (TRT-MG), que manteve a condenação da companhia aérea por danos morais.

De acordo com a decisão, as atitudes configuraram assédio moral e violaram diretamente os direitos garantidos pelo Estatuto da Pessoa com Deficiência.

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O relator do caso destacou que a empresa falhou ao permitir um ambiente de trabalho marcado por humilhações e preconceito.

O processo também revelou que o trabalhador realizava acompanhamento psiquiátrico desde 2020 devido a sintomas de ansiedade e depressão relacionados ao ambiente profissional.

Inicialmente, a indenização havia sido fixada em R$ 20 mil, mas o valor acabou reduzido para R$ 10 mil pela Justiça.

A dívida trabalhista já foi quitada pela empresa e o processo foi encerrado.

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